segunda-feira, agosto 01, 2011
quinta-feira, julho 28, 2011
terça-feira, julho 26, 2011
O conto dos dragões
segunda-feira, julho 18, 2011
quarta-feira, julho 13, 2011
terça-feira, julho 12, 2011
segunda-feira, julho 11, 2011
sábado, julho 09, 2011
Sobre uma avenca
domingo, junho 26, 2011
sexta-feira, junho 24, 2011
domingo, junho 19, 2011
O conto da noite
domingo, junho 12, 2011
Inspire

Diálogo
B: Hein?
A: Você é meu companheiro, eu disse
B: O quê?
A: Eu disse que você é meu companheiro.
B: O que é que você quer dizer com isso?
A: Eu quero dizer que você é meu companheiro, Só isso.
A: Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico.
B: Não é disso que estou falando.
A: Você está falando do quê, então?
B: Estou falando disso que você falou agora.
A: Ah, sei. Que eu sou teu companheiro.
B: Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro.
A: Você também sente?
B: O quê?
A: Que você é meu companheiro?
B: Não me confunda. Tem alguma coisa atrás, eu sei.
A: Atrás do companheiro?
B: È.
A: Não.
B: Você não sente?
A: Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. E você, não?
B: Não. Não é isso. Não é assim.
A: Você não quer que seja isso assim?
B: Não é que eu não queira: é que não é.
A: Não me confunda, por favor, não me confunda. No começo era claro.
B: Agora não?
A: Agora sim. Você quer?
B: O quê?
A: Ser meu companheiro.
B: Ser teu companheiro?
A: É.
B: Companheiro?
A: Sim.
quarta-feira, junho 08, 2011
Rosa
sábado, junho 04, 2011
I don't blame them
domingo, maio 29, 2011
Acima de nós

sábado, maio 28, 2011
Desato
terça-feira, maio 24, 2011
sábado, maio 14, 2011
Se você errou
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível..."
sábado, maio 07, 2011
Ei!
quinta-feira, abril 28, 2011
O peso da verdade
Quero um dia para chorar
domingo, abril 24, 2011
You Lost Me
domingo, março 27, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
Sexo
quarta-feira, março 16, 2011
Súbito sopro
segunda-feira, março 14, 2011
Only boy
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Diafragma
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
A procura
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Homo sapiens sapiens
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Romance
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Fear
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Sobre pessoas nem tanto esquecíveis
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Paráfrase
quarta-feira, novembro 17, 2010
De manhã na cama
ao acabares de acordar
e sem desatar uma palavra
me abres aquele sorriso de uma ponta a outra
de minha visão
desdobrando-me em laivos de suspiros
fatalmente me lanço a meu destino inexorável
cantar a alegria de um coração que é
verdadeiramente teu.
quinta-feira, novembro 11, 2010
Pária
é páreo feroz.
O sonho é a dádiva lenta
de um cárcere em que o tempo
é nosso algoz.
segunda-feira, novembro 08, 2010
Um suspiro
terça-feira, outubro 19, 2010
sexta-feira, outubro 15, 2010
Tanto ao vento
em manto de alento
escorrendo sem pressa
sangrando lento.
Deixa que a alma se entregue,
ao encanto cinzento
divagando tanto
neste breve momento.
Deixa o ouvido solto
leve, no entanto atento
Escuta o som vagando,
Ao soluçar do vento.
Deixa que santo é forte
e o que tange é dentro,
É o som que desata
É o libertamento.
domingo, outubro 10, 2010
Humilhus
quarta-feira, setembro 22, 2010
Roma e amor
Roma não foi construída em um dia
Ora, mas é sem espanto e com gosto
que digo que nem mesmo assim foi seu oposto.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Sobre os dias não tão alegres
Pode não haver sequer uma nuvem no céu
Não precisa que o pão queime na chapa
Nem mesmo que se esqueça a chave em casa,
Ou pássaros joguem detritos sobre nossas cabeças.
Basta que um rosto conhecido, torto,
desfigurado pela doença,
evapore nossa alegria,
doente de mau-humor.
terça-feira, setembro 14, 2010
Canteiros e pedras
Sei que as sementes que caem de nossos olhos, nossas mãos, nosso corpo e alma vão fecundando a terra virgem. Nossos corpos dançam sem sabermos. Nossa vida é um baile e somos os bailairinos incansáveis, insaciáveis. São vários as gotas que escorreram salgadas de nossos globos e aos poucos fizeram crescer, lentas e tímidas, as flores que hoje irradiam os sorrisos que vejo pelo caminho, o mesmo que antes havia visto vasto e vão. Por entre as frestas do céu e as alamedas úmidas que andei, fico certo de algo, não há certezas senão que a chuva quando lavra a terra quente emana o cheiro morno da felicidade. E esse caminho ainda tem muitos canteiros e pedras a serem encontrados, o baile todo.
quinta-feira, julho 22, 2010
A leveza de todas coisas
Com todos os rostos e várias as almas que amei
vislumbro acordado memórias que não têm fim
Os risos e prantos que nessa estrada encontrei
são tantos caminhos que se bifurcam assim.
E é tempo de se olhar para fora do corpo etéreo
Expulsando aquela vontade do peito contida:
Saltar sobre os vales em vôo solene aéreo
Mudar as rédeas em que tangemos a vida.
De todos os medos e males que levava
o mais pesado era aquele que repreendia
o medo do espaço, da luz, da lua brava,
que esplêndida na noite, leve, se ascendia
E é por isso que agora eu não apenas canto
Faço desta vontade o hino que me guia
Enchendo o mundo de gozo e espanto
Desato as notas com uma estranha euforia.
E desatando é que vou me rompendo
os mastros, os cascos desse meu navio
sobrando apenas o marinheiro vendo
o soçobrar sereno de um medo infantil.
sábado, junho 19, 2010
Serás
Não tentes barrar o destino,
Não tentes viver sem sonhar,
Serás peregrino,
Serás um menino,
Perdido no meio do mar
Não tentes desbravar caminhos,
Marcados pela solidão,
Tão cheios de espinhos,
São feito moinhos,
Moendo nosso coração.
Não tentes reter as lembranças
de tudo que já se passou
A vida não cansa
na eterna dança
da alma em seu pleno vôo.
Não tentes viver na fronteira
que impede a tua extroversão
Faça uma besteira
Sem eira-nem-beira
Ousando com tua excitação.
Não tentes barrar o destino
Nao tentes viver sem mudar
terás amargura
e não terás cura
serás mais que enfermo, serás.
quinta-feira, junho 17, 2010
Dentro de milênios
terça-feira, junho 15, 2010
Sobre o peso e a leveza - parte 2
Entre inúmeros pesos que guardava em minhas gavetas, em meus armários e nos confins de meu quarto, eu vi a luz. O desapego alçou vôo feroz entre os papéis amarelados das cartas nunca respondidas, das fotos sempre revolvidas, dos cadernos rabiscados. Foi aos poucos que fui percebendo que, não é o que levamos na mala ou debaixo do colchão que nos torna mais próximos dos que trilharam caminho ao nosso lado.
O peso das coisas acaba levando a lembranças inerentes à realidade: as cores, os cheiros, os sons, todos diferentes daquilo que foi sentido. Quando estamos em certo estado de alma, percebemos as coisas de modo diferente, sentimos o mundo de forma ímpar, é a leveza do momento. Nem tudo que reluz é ouro, como diz o ditado, do mesmo modo nem tudo que guardamos se mantém incólume. Me sinto leve ao levar as lembranças na mente, e somente nela. Ela é a mala, a gaveta e o armário que mais preciso. Porque sei que tudo que é importante nela permanecerá. Haverá sim, palavras e momentos esquecidos, mas a essência deles nos manterá leves pelo quanto precisarmos
domingo, maio 30, 2010
Sobre o poder das palavras
quarta-feira, abril 14, 2010
Procuro algo que não tem nome
Procuro algo que não tem nome
Em cada réstia de luz
Em cada gota de orvalho
Sobre o vento que transpassa
Sob o sol que queima
Pelas entranhas do solo
Já o encontrei vezes e vezes -
Só não encontrei seu nome
Voltarei à água, ao ar, à terra,
Voltarei até descobrir.
sexta-feira, abril 02, 2010
Procuro algo que não tem nome
Em cada réstia de luz que se esconde em cavernas
Em cada gota de orvalho que se dilui nos oceanos
Sobre o vento que transpassa as mais altas montanhas
Sob o sol que queima e determina o novo dia
Pelas entranhas do solo que abraça nossos ancestrais
Já o encontrei vezes e vezes - só não encontrei seu nome
Voltarei à água, ao ar, à terra, voltarei até descobrir.
domingo, março 21, 2010
I love you a bushel and a peck!
A perfeita maneira de saber-se amado
Amor na raiz da palavra em sua exaustão
O amor que conduz
O amor que aprende e nunca, nunca morre.
sábado, fevereiro 27, 2010
A força
Que seria uma total loucura e que a sanidade lhe deixaria livre para voar
Por mais que tudo conspirasse para ele pensar que não daria certo
Algo dentro dele cochichava-lhe ao ouvido da alma
Algo incansável que lhe forçava febrilmente a continuar
Uma força de tal natureza que seu âmago lhe enchia de esperança
E é de toda réstia dela que se faz a verdadeira chama da paixão
E foi assim que ele, o estúpido teimoso, conseguiu o que queria.
Aqui termina a história de um tolo
[mas um tolo mais feliz.]
sábado, fevereiro 06, 2010
Confissão
quarta-feira, dezembro 30, 2009
De noite
salta da boca
pendida.
Hálito morto
daquele corpo
emanado.
Rastro de sangue
caminho rubro
surgido.
Pólvora crua
por todo chão
perdida.
Sádico riso
solto do vulto
marcado.
Era uma vez
um jovem moço
polido.
Era uma vez
um corpo morto
encontrado.
sábado, dezembro 19, 2009
Para uma avenca partindo
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Canção etérea
vagando
ao vento
devora
meu pranto
meu sofrimento
sem tanto
espanto
com tanto
esquecimento
aurora
de encanto.
outrora
lamento.
domingo, dezembro 06, 2009
Entre flor e nuvem
estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?
Não encontro caminhos
fáceis de andar;
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar;
E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança,em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e
meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar."
-Cecília Meireles
quinta-feira, novembro 19, 2009
O mestre-sala dos mares
Altivo no porte pra defender
Moral e virtude manchadas jamais
Com sorte de a morte o escolher
Por lutas inglórias, batalhas mortais
E por monumento ter
As pedras pisadas no cais.
domingo, novembro 01, 2009
Carnalismo
percorrendo vagarosamente cada meandro do corpo nu
Esperando com ardor que o prazer se revele
Como de um céu nublado a uma imensidão azul.
O suor que transpassa aquela epiderme
é o alimento para olhos famintos de paixão
que buscam nada mais que o cerne
de um delírio, de um fulgor, de excitação.
domingo, outubro 18, 2009
Eu sei
que não se deve abrir a boca enquanto come
que não se pode entrar com pés esquerdo na casa dos outros pela primeira vez
que não se deve comer o primeiro biscoito de alguém
que não se pode beber leite e comer manga
mas sempre é bom quebrar um pouco as regras
estou cansado das mil e uma regras da sociedade.
terça-feira, setembro 01, 2009
Ira
sexta-feira, agosto 28, 2009
Anagramia
Vida
Vadi(a).
Morte
termo:
tremo(r).
Alegria
galeria (de)
regalia(s).
Raiva
Vaiar (quem come)
(c)aviar
domingo, agosto 23, 2009
Um conselho
quinta-feira, agosto 20, 2009
A verdade sobre o vôo
"pés, para que os quero se tenho asas para voar?"
quinta-feira, agosto 06, 2009
Bang Bang, my baby shot me down
Ele sempre vestia preto, eu branco. Era como uma velha tradição do faroeste. Contudo não era possível dois postos de xerife naquela cidadezinha, um teria de sucumbir. Bang, bang! Ele atirou e caí ao chão. Bang, Bang! Aquele som desagradável para sempre em minha mente.
As estações vieram e mudaram os tempos. Quando cresci o chamei de meu. Ele sempre riria e diria "lembra quando nós brincávamos?".
Música tocada e pessoas cantavam. Apenas pra mim os sinos da igreja soavam.
Agora ele se foi e não se por quê. E até estes dias eu ainda choro. Ele nem mesmo disse adeus. Não teve tempo para mentir. E mais uma vez bang, bang! Ele atirou em mim. Bang, bang! Caí ao chão. Bang, bang! Aquele som desagradável. Bang, bang! My baby shot me down...
terça-feira, agosto 04, 2009
L'amour
quarta-feira, julho 22, 2009
Notas sobre a música
quarta-feira, julho 15, 2009
A volta
quarta-feira, junho 24, 2009
c'est tout
Je saurai te défendre
Au-delà des frontières
Je foulerai la terre
Je tisserai des chants
Au soir et au levant
Un point pour chaque étoile
Chanson de toile"
- Émilie Simon
sábado, março 14, 2009
O que urge
Não hei de escrever em diários
Nem mesmo sussurar aos ventos
tampouco de outorgar em tratados
O que urge nessa situação
não reside na maneira íntegra de se expressar
A curiosidade alheia se desmancha
se faz deserto em meio ao nosso oceano
de oportunidades
O que se faz mister reside
na palavra doce e silenciosa
que transborda aos poucos de
nossas mãos ou no calor singelo
de nossos beijos e abraços.
sábado, março 07, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
terça-feira, janeiro 06, 2009
Take me out
Build-me up wings like this so
sweet and serene as you built
this feeling for me
Take me high, so high
above these clouds
that brought us
days that from rain
hugged
we used to sleep like this
take me somewhere
anywhere you might
walk away
in my chest
to transmit everything
that has no name
not even end
Take me out
Construa-me asas assim tão doce
e sereno como construíste
este sentimento por mim.
Me leva alto, bem alto
acima dessas nuvens
que nos trouxeram
dias em que da chuva,
abraçados.
dormiamos assim.
Me leva a alhures
qualquer lugar em que
possas transitar
em meu peito
transmitir tudo isso
que não tem nome
nem fim.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Eu
sinto a vida pulsando desde as entranhas da terra
a energia sendo sugada de dentro
subindo sempre em altura,
ascendendo lenta e ritmada
estendendo-se em cada galhada,
em cada ponta de folha
em cada pétala desabrochada.
E eu vejo a glória da aurora não tão notada
da natureza em um crespúsculo.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Roda
Parece que foi ontem que meu Sol nasceu sobre o signo errante
meio eqüino, meio humano
nasci cavalgando sobre esporas imaginárias e cortantes
patas sagitárias novas que amaciam o solo de um mundo antigo
Tudo tem percorrido rápido sua translação natural
os ponteiros parecem competir entre si no relógio pregado na cozinha
no relógio da escola, no relógio do meu braço
Mas nada se compara às voltas do meu coração
O mundo rodou num instante em meu peito
e as feridas ainda estão expostas ao vento da nova estação
É preciso fé e dor para encarar essa roda
mas nem sempre podemos ter a sorte de Pandora...
sexta-feira, outubro 17, 2008
O quinto e último
Quinto Motivo da Rosa
Antes do teu olhar, não era,
nem será depois, - primavera.
Pois vivemos do que perdura,
não do que fomos. Desse acaso
do que foi visto e amado:- o prazo
do Criador na criatura...
Não sou eu, mas sim o perfume
que em ti me conserva e resume
o resto, que as horas consomem.
Mas não chores, que no meu dia,
há mais sonho e sabedoria
que nos vagos séculos do homem.
terça-feira, setembro 16, 2008
Fortaleza
pelas cascatas rubras que te jorram
deixa que a estrela que cabia em tua palma
suma na imensidão do céu de tua boca
E lamentando pelos cantos de teus lábios
seu martírio resvalado em doce calma
e das ondas curvas de teu corpo
beberei em alento teu doce pranto
chamarei teu corpo feito de pó
chamarei tua alma caminho adentro
do mais sagrado e profano manto
de minha solidão que não mais se vê só.
quinta-feira, julho 24, 2008
O peso e a leveza
quinta-feira, julho 17, 2008
O inominável
domingo, julho 06, 2008
Vertigo/Vertigem
"Aquele que deseja continuamente 'elevar-se' deve esperar um dia pela vertigem. O que é a vertigem? O medo de cair? Mas por que sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? A vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados."
Milan Kundera, The Unbearable Lightness of Being
terça-feira, junho 17, 2008
Dilúvio
uma marca efêmera dos humanos,
(ou qualquer ser vivo em que esse fluido vital pulse)
que se torna imutável.
a marca da dor,
do suplício e ,
do sofrimento.
A marca de um amor,
da epifania,
alegria,
sinergia
de um momento.
a marca da lágrima de um coração,
o caminho para o desapego,
para a liberdade,
para a redenção.
Contudo às vezes,
em certo poema,
ao ler não apenas,
com a visão,
deparo com não uma gota,
mas um dilúvio, uma tempestade,
um jorro quente e impetuoso de emoção,
são lágrimas, sangue e veneno,
escorrendo das letras, dos versos e estrofes
inunando-nos a alma
até que se enxagúe
de sofreguidão.
domingo, junho 15, 2008
El laberinto del fauno

"Cuentan que hace mucho, mucho tiempo, en el mundo subterráneo, donde no existe la mentira ni el dolor, vivía una princesa que soñaba con el mundo de los humanos. Soñaba con el cielo azul, la brisa suave y el brillante sol... Un día, burlando toda vigilancia, la princesa escapó. Una vez en el exterior, la luz del sol la cegó y borró de su memoria cualquier indicio del pasado. La princesa olvidó quién era - de dónde venía... Su cuerpo sufrió frío, enfermedad y dolor. Y al correr de los años... murió. Sin embargo, su padre, el Rey, sabía que el alma de la princesa regresaría, quizá en otro cuerpo, en otro tiempo y en otro lugar. Y él la esperaría hasta su último aliento, hasta que el mundo dejara de girar."
segunda-feira, maio 26, 2008
Atos
- V.W
segunda-feira, abril 14, 2008
Espírito
que me consome por dentro
alentece minha dor
e me degrada aos poucos
no ritmo das pedras
no ritmo das águas
diluo-me em mim mesmo
faço-me eterno e onipresente
mesmo em meu silêncio
há algo que não quer silenciar
mesmo em meu descanso
há algo que não quer parar
corroendo a cólera
dissolvendo a paz
sempre lento
sem terminar.
domingo, abril 13, 2008
O que tange
dos versos de harmonia
que tangem o íntimo
excitação, delírio, epifania
Ah! Não me venha falar das notas
Das notas tão penetrantes
que tangem o espírito
belas, surdas, vibrantes
Quero a canção celeste
das notas e versos solenes
Arranjo inefável que nos comunga
com o universo em um único ponto
.
segunda-feira, março 31, 2008
Liberdade
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.
- Carlos Marighela
sexta-feira, março 14, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Um parêntesis
Pausa para a mudança para o interior.
E haveria mais quedas na bicicleta, barulho da estrada, livros infantis, enciclopédias, roubo de morangos do vizinho, amigos do Objetivo, pipas caídas ao longo da chácara, jasmins da mamãe, cachorros e gatos, pokémon, dentes de leite, invenções científicas na casinha de madeira, dentes permanentes.
Pausa para a mudança para o Ceará.
Haveria mais medo, insegurança, conflito de culturas, adaptação, amigos do Evolutivo, tias e primos desconhecidos, mar, cheiro de mar, praias, céu limpo, sol que se põe mais cedo, amigos do farias brito, olimpíadas de química, serra do vovô, beatles, festivais de arte e criatividade, curso no piauí, ibero-americana no Rio, vestibular, e espera, muita espera. Hoje ainda espero, não só por resultados, mas por pessoas, lugares e idéias, mais idéias sacolejantes que venham na cornucópia da inspiração em outras mais madrugadas enquanto eu permanecer neste mundo.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Quando a música vem
A pequena luz que lá era guarnecida e que, por virtude das circustâncias, dormia. Essa sementinha de esperança se irradia como um sol. Aflora seus delicados raios com paixão por todas as direções; o corpo é a centelha do universo. E nessa convergência celestial, vem anunciar a alvorada do coração, que se manifesta primordialmente no sorriso, - aquele sorriso franco que brota espontaneamente dos lábios - atingindo seu ápice na vontade da vida, na vontade de abraçar o mundo.
Assim as notas seguem seu ritmo milagroso. Vamos bebendo com os ouvidos o bálsamo, deixando que a musica tome conta do corpo, transpareça nosso espírito e nos conduza ao nirvana das sensações.
sábado, janeiro 26, 2008
Canção eterna
mansa...
e a dança eterna se desfaça em pranto
pranto...
um canto azul transborde da alma
alma...
e a calma que de longe venha nos saudar
saudar...
e o mar de gotas cálidas se derrame
derrame...
e ame o solitário poeta ao doce luar
luar...
e voar seja o ato mais leve e sublime
sublime
e se elimine toda dúvida do coração.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Mosaico


Segui o caminho que o vento indicoumarcado pelas folhas secas do outono
Guiei-me pelos sóis do firmamento na noite
Minha dor foi minha insônia, meu amor o sono
E a cada repouso descompassado
Reparava em minhas partes
perdidas de outrora
e via muita alegria
muito deslumbramento
via esperança
mas muita dor, sofrimento
angústia e desilusão
Sabia que era preciso fé e dor.
Eu vim de infinitos caminhos
e com cada fragmento
cada momento
alimento
fui juntando
e montando esse mosaico
talvez para parti-lo outra vez
ou simplesmente para pendurá-lo
na parede de um quarto
de uma casa com quintal
numa cidadezinha qualquer.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
O peso do mundo
de idéias sacolejantes
não podia concebê-las
na sumariedade de seus conselhos
que vinham de fora
que vinham dos homens
Ele ergueu uma mão
e apontou ao ponto fúlgido
que trespassava a escuridão noturna
que ultrapassava o medo da solidão
dos astros estelares
de outros galáxias.
Ele mostrou as colheitas
que brotavam incólumes
do alto das cordilheiras
do fundo dos vales
das entranhas da terra virgem
nas vastidões do mundo.
Ele sabia que poucos
ouviriam suas parábolas
o peso do mundo
caía sobre os cegos
que não queriam ver
a verdade das coisas.
Ele se foi sem deixar
rastros sobre a areia
do deserto da vida
não sem antes
nos presentear com
a dádiva do amor.
terça-feira, dezembro 18, 2007
Moça
Saindo da água, o corpo luzindo
contra a luz da janela, de fada
teus olhos me vão por inteiro consumindo.
Moça morena bonita e vestida,
Vestido de seda, colar de oceano
enlaça teu pescoço implacável, na vida
ver-te nunca me fora tão desumano.
Moça morena bonita e cheirosa
Passando perfume, o doce olor se esvai
da tua pele sedutora, de rosa
teu aroma lascivo de minha camisa não sai.
Moça morena bonita e contente,
segura em meu braço, ponha o chapéu
que lá fora o sol arde inconseqüente
não mais que a loucura que me leva ao céu.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Pequena parábola para os aparentemente descrentes
Ora, o comerciante não hesitou em abster-se de suas riquezas materiais para recuperar o que lhe era mais valioso. A corja logo desapareceu da região. Relatos afirmam que foram pegos pelos romanos. O mercador e suas esposa continuaram com sua caridade diária, embora não tivessem a mesma riqueza de outrora.
E em verdade vos digo que, em assuntos do coração, a razão não se interpõe.