"... eu tinha que gritar em furor que a minha loucura era mais sábia do que a sabedoria do pai, que a minha enfermidade me era mais conforme do que a saúde da família, que os meus remédios não foram jamais inscritos nos compêndios, mas que existia uma outra medicina (a minha!), e que fora de mim eu não reconhecia qualquer ciência, e que tudo era só uma questão de perspectiva, e o que valia era o meu e só o meu ponto de vista, e que era um requinte de saciados testar a virtude da paciência com a fome de terceiros, e dizer tudo isso num acesso verbal, espasmódico, obsessivo, virando a mesa dos sermões num revertério, destruindo travas, ferrolhos e amarras, tirando não obstante o nível, atento ao prumo, erguendo um outro equilíbrio, e pondo força, subindo sempre em altura, retesando sobretudo meus músculos clandestinos, redescobrindo sem demora em mim todo o animal, cascos, mandíbulas e esporass, deixando que um sebo oleoso cobrisse minha escultura enquanto eu cavalgasse fazendo minhas crinas voarem como se fossem plumas, amassando com minhas patas sagitárias o ventre mole desde mundo, consumindo neste pasto um grão de trigo e uma gorda fatia de cólera embebida em vinho...".
- Estamos indo sempre em casa, Raduan em Lavoura Arcaica.
sexta-feira, julho 27, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
The choice
I am the lover
the loner
the doomed
the unraveler
my last redemption
was born in the power
of forgiveness
I lost the reins of time
throughout the ball
I chose the mastery of love
without frontiers
without dogmas
I chose to venture out
Following the wind
looking for the sun
Running to the moon
I chose the mistery
the sighs
the silences
I chose you.
the loner
the doomed
the unraveler
my last redemption
was born in the power
of forgiveness
I lost the reins of time
throughout the ball
I chose the mastery of love
without frontiers
without dogmas
I chose to venture out
Following the wind
looking for the sun
Running to the moon
I chose the mistery
the sighs
the silences
I chose you.
domingo, julho 22, 2007
Song of freedom
And suddenly I become
with spread wings
a free bird with some
heartbeats which sings
the eternal song
of the ephemeral things.
with spread wings
a free bird with some
heartbeats which sings
the eternal song
of the ephemeral things.
sexta-feira, julho 20, 2007
Os sete pecados: 7ª parte
Eu sou a languidez da vida
o mergulho no ócio e no prazer
a morosidade incontida
a vontade anêmica de ser.
o mergulho no ócio e no prazer
a morosidade incontida
a vontade anêmica de ser.
terça-feira, julho 17, 2007
Os sete pecados: 6ª parte
Eu sou a paixão que consome a carne
o fogo eterna da tentação
que alimenta os amantes
o desejo lascivo, a sensação.
o fogo eterna da tentação
que alimenta os amantes
o desejo lascivo, a sensação.
domingo, julho 15, 2007
Os sete pecados: 5ª parte
Eu sou a revolta dos injuriados,
os que não têm ou que não são,
o olhar furtivo para os lados,
que amarga assaz o coração.
os que não têm ou que não são,
o olhar furtivo para os lados,
que amarga assaz o coração.
sexta-feira, julho 13, 2007
Os sete pecados: 4ª parte
Eu sou a máxima soberania,
dos que desejam a exaltação,
pelos bens, poder e companhia,
dos que são dignos de admiração.
dos que desejam a exaltação,
pelos bens, poder e companhia,
dos que são dignos de admiração.
quinta-feira, julho 12, 2007
Os sete pecados: 3ª parte
Eu sou a desolação da Terra,
o ímpeto que célere corre,
pelas veias dos que fazem guerra,
que se destila naquele que morre.
o ímpeto que célere corre,
pelas veias dos que fazem guerra,
que se destila naquele que morre.
terça-feira, julho 10, 2007
Os sete pecados: 2ª parte
Eu sou o apego interminável,
que almeja proteger o que se tem,
sobre o espírito, o palpável.
Aquilo que na terra se mantém.
que almeja proteger o que se tem,
sobre o espírito, o palpável.
Aquilo que na terra se mantém.
Os sete pecados: 1ª parte
Eu sou o apetite voraz,
que devora, devora e não se cansa,
a vontade que não se apraz,
enquanto a fome não se faça mansa.
que devora, devora e não se cansa,
a vontade que não se apraz,
enquanto a fome não se faça mansa.
Apresentação
Este sou eu,
esse pranto inacabado,
essa saudade cativa,
esse riso sufocado,
essa tristeza viva.
Este és tu,
esse canto melancólico,
essa carta de alforria,
esse mar tão bucólico,
que se faz em poesia...
esse pranto inacabado,
essa saudade cativa,
esse riso sufocado,
essa tristeza viva.
Este és tu,
esse canto melancólico,
essa carta de alforria,
esse mar tão bucólico,
que se faz em poesia...
sexta-feira, julho 06, 2007
Os sete pecados.
Não, não é sobre a nova novela das sete. Foi porque um amigo meu colocou esse tema em assunto numa conversa trivial, quando me detive nesses sete pequenos nomes que desolam a humanidade. Publicarei uma série sobre os sete pecados em breve, fazer-lo-ei ao meu modo, é claro.
No ritmo dissoluto
da valsa.
.
No ritmo dissoluto
da valsa.
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