Um dos maiores dramas da humanidade sempre foi a incapacidade de voar. Desde tempos imemoriais o ser humano almejou alcançar os céus. Isso está registrado nas gravuras e textos literários desde aqueles tempos. Figuras como os anjos, criaturas humanóides dotadas de asas que transitam entre o céu e a terra, são muito conhecidas e podem ser vistas como objetos de vontade de vôo do homem. O conto de Ícaro na mitologia grega ilustra muito bem essa vontade, às vezes obsessiva. Foi então que construímos os helicópteros e os aviões. Contudo ainda assim não nos contentamos, buscamos arduamente uma maneira de ascender por conta própria, sem auxílio de máquinas ou ferramentas. A questão é, existe somente uma maneira de se voar? A resposta é não. Para comprovar isso, experimente deitar em sua cama e, relaxado, escutar a música que mais lhe aprouver a alma, que mais lhe penetre nos confins de teus pensamentos, que te faça esquecer de teus problemas e desejos por pelo menos alguns minutos. Agora assim tente voar sobre todos os lugares que já quis antes. Todos os vales, montes, colinas, cidades e montanhas. Experimente conhecer cada um desses lugares nesse momento e veja se um ser humano não pode mesmo voar.
"pés, para que os quero se tenho asas para voar?"
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quinta-feira, agosto 20, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
Bang Bang, my baby shot me down
Éramos ainda duas crianças quando nos conhecemos. Eu tinha cinco anos, ele seis. No auge dos filmes de cowboy e faroeste. Costumávamos montar em cavalos de pau. Nosso parque de diversão virava o mais recente vilarejo pelos arredores do Novo México, constantemente atacado por índios peles-vermelha.
Ele sempre vestia preto, eu branco. Era como uma velha tradição do faroeste. Contudo não era possível dois postos de xerife naquela cidadezinha, um teria de sucumbir. Bang, bang! Ele atirou e caí ao chão. Bang, Bang! Aquele som desagradável para sempre em minha mente.
As estações vieram e mudaram os tempos. Quando cresci o chamei de meu. Ele sempre riria e diria "lembra quando nós brincávamos?".
Música tocada e pessoas cantavam. Apenas pra mim os sinos da igreja soavam.
Agora ele se foi e não se por quê. E até estes dias eu ainda choro. Ele nem mesmo disse adeus. Não teve tempo para mentir. E mais uma vez bang, bang! Ele atirou em mim. Bang, bang! Caí ao chão. Bang, bang! Aquele som desagradável. Bang, bang! My baby shot me down...
Ele sempre vestia preto, eu branco. Era como uma velha tradição do faroeste. Contudo não era possível dois postos de xerife naquela cidadezinha, um teria de sucumbir. Bang, bang! Ele atirou e caí ao chão. Bang, Bang! Aquele som desagradável para sempre em minha mente.
As estações vieram e mudaram os tempos. Quando cresci o chamei de meu. Ele sempre riria e diria "lembra quando nós brincávamos?".
Música tocada e pessoas cantavam. Apenas pra mim os sinos da igreja soavam.
Agora ele se foi e não se por quê. E até estes dias eu ainda choro. Ele nem mesmo disse adeus. Não teve tempo para mentir. E mais uma vez bang, bang! Ele atirou em mim. Bang, bang! Caí ao chão. Bang, bang! Aquele som desagradável. Bang, bang! My baby shot me down...
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