terça-feira, julho 11, 2006

Pra Ser Sincero

"Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
[...]
E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado, seu telhado
Me faz feliz de novo
O tempo vai passar
E tudo vai entrar no jeito certo de nós dois
As coisas são assim
E se será, será
Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo o que eu sinto longe de você"
- Marisa Monte

Essa parte "E o que passou, calou, e o que virá, dirá" apresenta um caráter tão gostosamente efêmero; deixa que o tempo dirá o que acontecerá e te esqueça das chagas do passado, não deixe-as enterradas, incinere-as, liberte-se e renasça das cinzes que surgirem...
Essa é minha Marisa =P

domingo, julho 02, 2006

Por quê?

Por que sempre que achamos que estamos perto de conseguir um amor ele se esvanece de nossas vistas como uma fumaça?

Quatrième raison de la rose

ne t'affliges pas avec le pétale que vole,
aussi c'est être cesser de d'être ainsi.

roses verras seulement de cendres froncées,
défunts, intacts par ton jardin .

je laisse arome mêm dans mes épines,
au loin vent va en parler de moi.

et deme perdre c'est qu'ils me vont en rappeler,
dem'effeuiller c'est que je n'ai pas fin.

If I only had a home

De repente o menino acorda, mas tão repentinamente que o silêncio se espanta e dá lugar ao barulho, o berro de medo. Ele estava só, abandonado no breu da avenida vazia. Alguém o esquecera ali, algum pai ou mãe irresponsável. Só restava o garoto, o gato vira-lata e o cachorro vagabundo a correr atrás do gato.
Estava frio, os lábios do menino arroxeados tremiam, temiam e pediam pelos pais. Ao longe ouvia-se uma resposta, vozes longínquas. Contudo, talvez fosse a imaginação desesperada de um abandonado. Os piores monstros e fantasmas na imaginação do garoto não eram piores que o terror de estar sozinho.
As extremidades dos membros do garoto começaram a congelar. O frio era lento e fatal com suas vítimas, especialmente as Jovens de Coração. Foi então que precipitou-se a nevar. Pesados flocos de neve caíam em derredor do garoto. As esperanças se esgotavam à medida que a neve vinha. O menino lembrou-se da sua casa, calorosamente aquecida com alegria. A neve caía. O garoto lembrou-se do seu animalzinho de estimação. A neve caía. O menino queria ir a um lugar melhor. A neve caía. O menino começou a sentir sono. Fechou os olhos e dormiu para sempre. Contudo, numa outra terra bem distante, onde nunca neva e nem os pais abandonam os filhos, um garotinho abria os olhos feliz da vida.