sábado, julho 09, 2011

Sobre uma avenca

Eu preciso continuar a acreditar que isso vai passar. E para que isso aconteça, é preciso podar, cortar, diminuir aquilo que tem crescido em mim tão avassaladoramente nesses últimos anos. É uma faca de dois gumes, ou eu deixo essa "avenca" ou roseira, "essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado" morrer, ou eu me destruo. É um sentimento auto-destrutivo a essa altura, a cada dia que passa eu corto um ramo, um galho dessa avenca. Só assim talvez eu possa voltar a ser alguém, digamos, livre.

Nenhum comentário: