quarta-feira, julho 25, 2012

A verdade das coisas

A gente acorda todo dia com a esperança de que as coisas mudem. Deixamos que os raios de sol que escapam às frestas da janela nos instiguem a levantar da cama. E seguimos em nossas rotinas mecânicas, cada ato religiosamente repetido sem ao menos que percebêssemos. "Gosto de mudanças", dizemos aos outros orgulhosamente durante alguma festa por aí, mas não estamos dispostos a mover uma palha para mudar uma vez o trajeto da casa até o trabalho. Vivemos uma grande mentira e somos alimentados de esperanças por uma caixa preta (que agora até de plasma e led são feitas) que nos ensina que não devemos sair da linha, comprar os produtos de última geração e assistir à novela das 8. Em nossas preces silenciosas durante à noite dizemos "assim como perdoamos os que nos tenham ofendido", mas já dizemos tão automaticamente que esquecemos dessa parte, afinal de contas, não há nada a ser perdoado, ou ofendido, ou compreendido. Tudo virou um festival de atos planejados. E o amor? Como fica ele nessa história? Ah! Basta nos beijarmos umas três vezes, irmos ao cinema e mandarmos mensagens de celular que podemos nos considerar namorados. É suficiente, ele me satisfaz na cama e às vezes diz que quer casar comigo. Agrada-me aos ouvidos. Mas aí vem a hora em que, ao caminharmos pelo hall daquele prédio bonito em que trabalhamos existe um espelho. Daí vem o momento que nos vemos de verdade, sem máscaras. Percebemos o quanto o tempo passa e o quão supérflua tem sido nossas vidas, mas aí já é tarde demais. O leite já foi derramado, os pássaros já foram soltos e o sol já está se pondo...

segunda-feira, julho 23, 2012

A transformação

Algo me diz que 2011 foi o ano da provação,
O ano que minha fé e força foram testados até o último momento
E esse algo me diz também que 2012 é o ano da transformação
O ano em que a maré vira, as águas mudam seu curso...

domingo, julho 22, 2012

O bonde

A água do mar me bebe
e eu já não sei mais
se a sede de ti prossegue

terça-feira, julho 17, 2012

Algo







 Continuamos essa jornada longa e solitária
 deixando que aquilo que ainda bate aqui dentro
 nos guie nessa busca por algo que não conhecemos
 algo que não tem nome.