Voyage
é ter na mente
éter
na mente
eternamente.
terça-feira, outubro 19, 2010
sexta-feira, outubro 15, 2010
Tanto ao vento
Deixe que o canto desmanche
em manto de alento
escorrendo sem pressa
sangrando lento.
Deixa que a alma se entregue,
ao encanto cinzento
divagando tanto
neste breve momento.
Deixa o ouvido solto
leve, no entanto atento
Escuta o som vagando,
Ao soluçar do vento.
Deixa que santo é forte
e o que tange é dentro,
É o som que desata
É o libertamento.
em manto de alento
escorrendo sem pressa
sangrando lento.
Deixa que a alma se entregue,
ao encanto cinzento
divagando tanto
neste breve momento.
Deixa o ouvido solto
leve, no entanto atento
Escuta o som vagando,
Ao soluçar do vento.
Deixa que santo é forte
e o que tange é dentro,
É o som que desata
É o libertamento.
domingo, outubro 10, 2010
Humilhus
E ela riu-se tanto daquilo, ria-se em gargalhadas longas e estridentes que ecoavam sinistramente pelo salão. Não era apenas porque ele havia caído da escada, havia mais, algo dentro dela que subia vertiginosamente de seu coração e alcançava a boca espetando-lhe os ouvidos. Ele precisava sofrer mais do que a simples queda, precisava ser humilhado. E se alguém poderia fazer aquilo, tinha de ser ela, subindo as escadas logo atrás dele. Algo maior do que a graça da visão do evento lhe fazia rir, algo inerente a si. O sangue escorria das mãos dele lentamente, ele contia os soluços de dor ao passar pelo corredor. Enquanto isso, atrás no salão, ainda ouvia-se ecos de gargalhadas longas.
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