Há aqueles que dizem que há uma gota de sangue em cada poema,
uma marca efêmera dos humanos,
(ou qualquer ser vivo em que esse fluido vital pulse)
que se torna imutável.
a marca da dor,
do suplício e ,
do sofrimento.
A marca de um amor,
da epifania,
alegria,
sinergia
de um momento.
a marca da lágrima de um coração,
o caminho para o desapego,
para a liberdade,
para a redenção.
Contudo às vezes,
em certo poema,
ao ler não apenas,
com a visão,
deparo com não uma gota,
mas um dilúvio, uma tempestade,
um jorro quente e impetuoso de emoção,
são lágrimas, sangue e veneno,
escorrendo das letras, dos versos e estrofes
inunando-nos a alma
até que se enxagúe
de sofreguidão.
4 comentários:
Palavras que transbordam ^^
Sim...também estou nessa procura...
Plavras que transbordam [2], que sangram, que sofrem ensadecidas, que clamam pelo que mostram, que gritam o que, no fundo, ao fitar cada palavra como um enigma, você descobre ser um desejo desesperado.
Estive aqui dessa vez à procura de novas letras...Não as encontrei, contudo.
Então deixo uma saudação de bons ventos que te sigam!
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