Éramos ainda duas crianças quando nos conhecemos. Eu tinha cinco anos, ele seis. No auge dos filmes de cowboy e faroeste. Costumávamos montar em cavalos de pau. Nosso parque de diversão virava o mais recente vilarejo pelos arredores do Novo México, constantemente atacado por índios peles-vermelha.
Ele sempre vestia preto, eu branco. Era como uma velha tradição do faroeste. Contudo não era possível dois postos de xerife naquela cidadezinha, um teria de sucumbir. Bang, bang! Ele atirou e caí ao chão. Bang, Bang! Aquele som desagradável para sempre em minha mente.
As estações vieram e mudaram os tempos. Quando cresci o chamei de meu. Ele sempre riria e diria "lembra quando nós brincávamos?".
Música tocada e pessoas cantavam. Apenas pra mim os sinos da igreja soavam.
Agora ele se foi e não se por quê. E até estes dias eu ainda choro. Ele nem mesmo disse adeus. Não teve tempo para mentir. E mais uma vez bang, bang! Ele atirou em mim. Bang, bang! Caí ao chão. Bang, bang! Aquele som desagradável. Bang, bang! My baby shot me down...
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