terça-feira, outubro 15, 2013

Eu ainda vejo

Eu ainda vejo a tristeza que emana das coisas
Na verdade sinto-a em tudo
Sinto quando ela condensa do alto das nuvens cinzas
(leves como luz, diziam)
E cai em gotas várias
Atravessa por trás dos olhos e escorre
da garganta até o coração
lá vai lentamente petrificando
as artérias
dos que acordam todo dia na imensidão
de suas camas vazias
e sorriem vagamente
ao nada que os cerca.

sexta-feira, outubro 11, 2013

O moinho que move o mundo

Canta cascata de vento
Canta na mata sem fim
No manto verde sem cimento
sem marca de homem ruim
O som vai escoando e fluindo
fazendo-se da terra o alimento
O ritmo quente e benvindo
Transbordando do mundo
A todo momento.