Acho que nunca mais escreverei a história de Felchion e seu discípulo Cástor, não sei, acho que meu lugar é na poesia. Bem, deixe-me contar sobre o que aconteceu comigo (é inevitável!). Sexta-feira, dia 07 de outubro, onze e meia da manhã já tinha que estar pronto para ir ao CMF (colégio militar de Fortaleza) para realizar a prova do ESPCEX (escola preparatória de cadetes do ar). Naquele fatídico dia, fiz 3 provas: Matemática (das 14 fiz 12), Geografia (das 14 fiz 10) e História (das 14 fiz 9!!!). Bem, foi o pior dos três dias de prova. No dia seguinte, um sábado, à mesma hora, fiz as provas de Física (das 14 fiz 09!!!), Química (das 14 fiz 14!!!) e Inglês (das 14 fiz 12). Até que não fui tõ mal no segundo dia. O terceiro dia, hoje, fiz português e redação. Eram 18 questões de português, fiz 14, nada mal (acertei todas as de literatura!!!). Na redação, o tema era único: ingratidão, tinha que ser dissertação, acho que me dei bem, pois viajei um pouco no universo filosófico de Antoine Saint-Exupéry (in "Le Petit Prince"). Bem, acho que passarei na média neste concurso, mui bien... Depois de passar 5 horas de cada dia sentado numa cadeira velha e carcomida (15 horas ao todo), acho que passarei...
Desvencilhando-me deste tormento de passa-não-passa, venho deixar um soneto amoroso que fiz: IMAGINA onde? No CMF!!! Enquanto esperei duas horas e meia para acabar o horário total (queria levar a prova pra casa, então esperei). Sabem como encontrei inspiração? É simples, avistei a janela grande e antiga da sala, era quase no crepúsculo. De repente, soaram os sinos e o céu se tornou rubro...
Fênix
Soaram os sinos:
O prenúncio,
A premissa iminente:
O céu morrerá,
Tal qual estrela cadente...
Soaram os sinos:
O augúrio,
As aves voam assustadas,
Das árvores em que dormiam,
Tão fugazes quanto fadas...
Soaram os sinos:
A profecia,
O céu se cobrirá de rubro,
O Sol cairá ao infinito,
Dizendo: Eu cubro, cubro!
Soara os sinos:
O fato,
O céu enegrece e definha,
Tão opacas são as cores,
Que o oculta qual tênue linha.
Soara os sinos:
O destino,
O céu sucumbiu etéreo,
Deixando o negrume no ar,
Deixando um rastro cinéreo.
Soarão os sinos:
A certeza,
Um novo céu há de vir,
E de algrias o mundo,
Ele irá novamente cobrir.
Soarão os sinos:
A herança,
De um tempo constante,
Que persiste no mundo,
E nos faz dele deveras amante!
Vejam o que eu descrevi! Será o quÊ?
3 comentários:
yaaaa!
eu disse q eu iria comentar XD
eita! q texto viu! sério. gostei msm..
como tuh consegue inspiração tão fácil?
te vejo depois! ^^
.irina
alow pedro o/
poesia bonita! fez isso só em duas horas? eu demoraria um século!
abraço! \o/
muito bom, meu caro Pedro, muito bom (:
procurarei ler a musa do poeta de tão belos versos, a tua musa e, evidentemente, ler-te, sempre que possível.
abraço.
Lia
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