terça-feira, setembro 16, 2008
Fortaleza
pelas cascatas rubras que te jorram
deixa que a estrela que cabia em tua palma
suma na imensidão do céu de tua boca
E lamentando pelos cantos de teus lábios
seu martírio resvalado em doce calma
e das ondas curvas de teu corpo
beberei em alento teu doce pranto
chamarei teu corpo feito de pó
chamarei tua alma caminho adentro
do mais sagrado e profano manto
de minha solidão que não mais se vê só.
quinta-feira, julho 24, 2008
O peso e a leveza
quinta-feira, julho 17, 2008
O inominável
domingo, julho 06, 2008
Vertigo/Vertigem
"Aquele que deseja continuamente 'elevar-se' deve esperar um dia pela vertigem. O que é a vertigem? O medo de cair? Mas por que sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? A vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados."
Milan Kundera, The Unbearable Lightness of Being
terça-feira, junho 17, 2008
Dilúvio
uma marca efêmera dos humanos,
(ou qualquer ser vivo em que esse fluido vital pulse)
que se torna imutável.
a marca da dor,
do suplício e ,
do sofrimento.
A marca de um amor,
da epifania,
alegria,
sinergia
de um momento.
a marca da lágrima de um coração,
o caminho para o desapego,
para a liberdade,
para a redenção.
Contudo às vezes,
em certo poema,
ao ler não apenas,
com a visão,
deparo com não uma gota,
mas um dilúvio, uma tempestade,
um jorro quente e impetuoso de emoção,
são lágrimas, sangue e veneno,
escorrendo das letras, dos versos e estrofes
inunando-nos a alma
até que se enxagúe
de sofreguidão.
domingo, junho 15, 2008
El laberinto del fauno

"Cuentan que hace mucho, mucho tiempo, en el mundo subterráneo, donde no existe la mentira ni el dolor, vivía una princesa que soñaba con el mundo de los humanos. Soñaba con el cielo azul, la brisa suave y el brillante sol... Un día, burlando toda vigilancia, la princesa escapó. Una vez en el exterior, la luz del sol la cegó y borró de su memoria cualquier indicio del pasado. La princesa olvidó quién era - de dónde venía... Su cuerpo sufrió frío, enfermedad y dolor. Y al correr de los años... murió. Sin embargo, su padre, el Rey, sabía que el alma de la princesa regresaría, quizá en otro cuerpo, en otro tiempo y en otro lugar. Y él la esperaría hasta su último aliento, hasta que el mundo dejara de girar."
segunda-feira, maio 26, 2008
Atos
- V.W
segunda-feira, abril 14, 2008
Espírito
que me consome por dentro
alentece minha dor
e me degrada aos poucos
no ritmo das pedras
no ritmo das águas
diluo-me em mim mesmo
faço-me eterno e onipresente
mesmo em meu silêncio
há algo que não quer silenciar
mesmo em meu descanso
há algo que não quer parar
corroendo a cólera
dissolvendo a paz
sempre lento
sem terminar.
domingo, abril 13, 2008
O que tange
dos versos de harmonia
que tangem o íntimo
excitação, delírio, epifania
Ah! Não me venha falar das notas
Das notas tão penetrantes
que tangem o espírito
belas, surdas, vibrantes
Quero a canção celeste
das notas e versos solenes
Arranjo inefável que nos comunga
com o universo em um único ponto
.
segunda-feira, março 31, 2008
Liberdade
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.
- Carlos Marighela
sexta-feira, março 14, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Um parêntesis
Pausa para a mudança para o interior.
E haveria mais quedas na bicicleta, barulho da estrada, livros infantis, enciclopédias, roubo de morangos do vizinho, amigos do Objetivo, pipas caídas ao longo da chácara, jasmins da mamãe, cachorros e gatos, pokémon, dentes de leite, invenções científicas na casinha de madeira, dentes permanentes.
Pausa para a mudança para o Ceará.
Haveria mais medo, insegurança, conflito de culturas, adaptação, amigos do Evolutivo, tias e primos desconhecidos, mar, cheiro de mar, praias, céu limpo, sol que se põe mais cedo, amigos do farias brito, olimpíadas de química, serra do vovô, beatles, festivais de arte e criatividade, curso no piauí, ibero-americana no Rio, vestibular, e espera, muita espera. Hoje ainda espero, não só por resultados, mas por pessoas, lugares e idéias, mais idéias sacolejantes que venham na cornucópia da inspiração em outras mais madrugadas enquanto eu permanecer neste mundo.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Quando a música vem
A pequena luz que lá era guarnecida e que, por virtude das circustâncias, dormia. Essa sementinha de esperança se irradia como um sol. Aflora seus delicados raios com paixão por todas as direções; o corpo é a centelha do universo. E nessa convergência celestial, vem anunciar a alvorada do coração, que se manifesta primordialmente no sorriso, - aquele sorriso franco que brota espontaneamente dos lábios - atingindo seu ápice na vontade da vida, na vontade de abraçar o mundo.
Assim as notas seguem seu ritmo milagroso. Vamos bebendo com os ouvidos o bálsamo, deixando que a musica tome conta do corpo, transpareça nosso espírito e nos conduza ao nirvana das sensações.
sábado, janeiro 26, 2008
Canção eterna
mansa...
e a dança eterna se desfaça em pranto
pranto...
um canto azul transborde da alma
alma...
e a calma que de longe venha nos saudar
saudar...
e o mar de gotas cálidas se derrame
derrame...
e ame o solitário poeta ao doce luar
luar...
e voar seja o ato mais leve e sublime
sublime
e se elimine toda dúvida do coração.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Mosaico


Segui o caminho que o vento indicoumarcado pelas folhas secas do outono
Guiei-me pelos sóis do firmamento na noite
Minha dor foi minha insônia, meu amor o sono
E a cada repouso descompassado
Reparava em minhas partes
perdidas de outrora
e via muita alegria
muito deslumbramento
via esperança
mas muita dor, sofrimento
angústia e desilusão
Sabia que era preciso fé e dor.
Eu vim de infinitos caminhos
e com cada fragmento
cada momento
alimento
fui juntando
e montando esse mosaico
talvez para parti-lo outra vez
ou simplesmente para pendurá-lo
na parede de um quarto
de uma casa com quintal
numa cidadezinha qualquer.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
O peso do mundo
de idéias sacolejantes
não podia concebê-las
na sumariedade de seus conselhos
que vinham de fora
que vinham dos homens
Ele ergueu uma mão
e apontou ao ponto fúlgido
que trespassava a escuridão noturna
que ultrapassava o medo da solidão
dos astros estelares
de outros galáxias.
Ele mostrou as colheitas
que brotavam incólumes
do alto das cordilheiras
do fundo dos vales
das entranhas da terra virgem
nas vastidões do mundo.
Ele sabia que poucos
ouviriam suas parábolas
o peso do mundo
caía sobre os cegos
que não queriam ver
a verdade das coisas.
Ele se foi sem deixar
rastros sobre a areia
do deserto da vida
não sem antes
nos presentear com
a dádiva do amor.
terça-feira, dezembro 18, 2007
Moça
Saindo da água, o corpo luzindo
contra a luz da janela, de fada
teus olhos me vão por inteiro consumindo.
Moça morena bonita e vestida,
Vestido de seda, colar de oceano
enlaça teu pescoço implacável, na vida
ver-te nunca me fora tão desumano.
Moça morena bonita e cheirosa
Passando perfume, o doce olor se esvai
da tua pele sedutora, de rosa
teu aroma lascivo de minha camisa não sai.
Moça morena bonita e contente,
segura em meu braço, ponha o chapéu
que lá fora o sol arde inconseqüente
não mais que a loucura que me leva ao céu.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Pequena parábola para os aparentemente descrentes
Ora, o comerciante não hesitou em abster-se de suas riquezas materiais para recuperar o que lhe era mais valioso. A corja logo desapareceu da região. Relatos afirmam que foram pegos pelos romanos. O mercador e suas esposa continuaram com sua caridade diária, embora não tivessem a mesma riqueza de outrora.
E em verdade vos digo que, em assuntos do coração, a razão não se interpõe.
sábado, novembro 17, 2007
Poema do fim do ensino médio
Extremista
Sistemática
Tirana
Implacável
Brasileira
Unilateral
Limitante
Anti-democrática
Retrógada.