Eu vejo o orvalho escorrendo lentamente pela aurora
E o arco-íris iridescente que se projeta
na íris daquele que um dia já foi vazio.
Eu vejo o casal antigo de mãos dadas celebrando o outrora
das coisas que não são mais. O poeta,
os une para sempre num verso pueril.
Mas é sempre mais e nunca menos, por fora,
Fecho os olhos e me concentro naquilo que vai além, a meta,
me leva pra longe, escorro em um rio.
Amar é intransitivo e me deleito no aqui e no agora,
Realizo que tudo, ou nada, a realidade discreta,
Se dissolve no doce som da flauta que crio.
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