Dedico este poema a nada mais que Ramayana Irvendradya rs, ou simplesmente Rama, ela que vem me ensinando a bailar nesse baile eterno:
A música já havia começado,
E cada um já seguia no seu próprio ritmo,
Os acordes, as notas ecoavam,
Risos soltos, sorrisos bobos,
Não era preciso dança,
Para o baile começar.
Tudo convergia na harmonia do compasso,
Era o um e não os vários que bailavam,
Tudo ao mesmo tempo divergia,
Paradoxo desconexo repentino,
Cada um era seu próprio par.
O tempo comandava a melodia,
Os sentimentos explodiam no salão,
O acaso acompanhava os convidados,
E sentada num canto, sorrindo amargamente, a solidão.
Há sempre o passo dado errado.
Há sempre o momento de reflexão.
Sempre o descompasso da incerteza,
Sempre, mas a certeza
O baile todo
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Um comentário:
pensei que c ia abrir o texto com ''as popuzudas, o baile todo, as preparadas'' \o
tenho um amigo q faz umas coisas legais com letra de funk, o literatura-historiador, tá nos meus links.
e sim, a idéia era causar confusão mesmo. acho que funcionou, ehehe
mas sei lá, é uma experiência, tentar dar espaço ao leitor pra formular suas versões do texto.
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