sexta-feira, março 17, 2006

Latência

Não me peças,
Para sorrir,
Essas mágoas, essas,
Insistem em me perseguir!

Não me digas,
O que fazer,
Tu, que me fatigas,
Com teu jeito insípido de ser.

Não me faças,
Expulsar-te daqui,
Deixa-me co'as traças,
Deixa-me pensando que já morri...

Não me prendas,
Com teus grilhões,
Forjados com o amor das sendas,
Das sendas dos teus perdões.

Não me acordes,
De meu (eterno) sonho,
Deixa-me na latência, sem acordes,
Sem notas, tons reais desse mundo medonho...

2 comentários:

Anônimo disse...

ai como escrevs bem.
fico com inveja.. queria ter esse dom. e mais uma vez te peço pra que eu possa copiar esses poemas. prometo que darei a ti os créditos.
é que são tão bons. que quero que outras pessoas também leiam.
^^


(mas tens tanto ódio assim de quem?) o.o'

Lara disse...

"...Tu almejas que, em meus lábios,
Não mais haja a palavra fria
Que eu largue meus alfarrábios
E recite tua poesia

Mas se não queres me tornar louco
Se me querer ver recitar
Pára, tola, e pensa um pouco
Dá-me um motivo para cantar..."