Existe uma parte de mim que sente saudade
Saudade do que ainda não conheceu, não viu, não viveu
Sinto falta do universo das possibilidades que vão acontecer
Uma exasperação leve e que me incita a seguir em frente
Um suspiro morno no pescoço do amor da minha vida
Uma volta no maior carrossel da inglaterra
Deitar a céu a berto de noite e ver estrelas
E beijando esse amor maior que ainda virá.
sábado, fevereiro 08, 2014
quinta-feira, janeiro 16, 2014
Parte de mim
Existe uma parte de mim
Que as vezes esqueço adormecida
E em noites enluaradas
Em dias ensolarados, sábados plenos
Ela brota acanhada do canto da boca
E vai crescendo por todo meu ser
Quero brincar de cantar e correr
Tomar sorvete, correr na chuva
E o sorriso de uma ponta a outra
Desabrochando
Da alma que não tem idade
Créditos da foto: Noel Spirandelli
Que as vezes esqueço adormecida
E em noites enluaradas
Em dias ensolarados, sábados plenos
Ela brota acanhada do canto da boca
E vai crescendo por todo meu ser
Quero brincar de cantar e correr
Tomar sorvete, correr na chuva
E o sorriso de uma ponta a outra
Desabrochando
Da alma que não tem idade
Créditos da foto: Noel Spirandelli
quinta-feira, janeiro 09, 2014
O vômito
Tanta coisa fervilhando na minha cabeça que nem sei por onde começar. O ano passado terminou tão impetuoso e íngreme que ainda tenho soluços esporádicos de dezembro, faíscas de novembro. Quero que esse ano as coisas sejam diferentes. Não sobretudo. Não pretendo mudar o mundo e me converter a mártire da humanidade. Quero mudar nas pequenas coisas, as mais factíveis. Já comecei o ano bem, aprendi a dizer não. Comecei afirmando a mim mesmo que não dá para me enganar com relação a meus sentimentos: se não gostei, não gostei. Se a transa não foi legal, não foi e pronto. Ah, mas ele era legal... tá, mas e daí? E daí que minha cabeça parece que vai vomitar por todos os poros um monte de pensamento. Não sei se dos construtivos ou não. Pra falar a verdade pouco me importa, escrevo pra desanuviar as tempestades que me assolam quando os olhos tentam se fechar depois que deito na cama. Todo mundo tem defeitos, o meu é esse, sou fragmentado. Não consigo me encontrar inteiro nas coisas, sempre falta uma parte de mim. Sempre falta algo para algo parecer pleno. Não, quando fico bêbado as coisas não melhoram. Meu "eu" interior sabe que toda aquela alegria ébria é ilusória, quando efeito do álcool passar e a ressaca moral/espiritual/sexual/corporal ou sejá mais o que for chegar eu vou me encolher feito um bebê na cama e tentar mais uma vez recomeçar de novo. Recomeçar o quê? Nem sei o que comecei nessa vida, é tanta coisa inacaba que a gente vai se deixando em todos os cantos, todas as pessoas. Deixei pedaços de mim em amigos do nordeste, da argentina, dos estados unidos. E o que sobrou? Bem, isso eu te conto quando você for passear de bicicleta ali pela ciclovia comigo...
terça-feira, dezembro 31, 2013
"I am a positive person but I get really tired of aggressive optimism. If someone’s sad, let them be sad. All emotions have purpose. Sadness isn’t destructive if not prolonged. Sadness isn’t unproductive, as it offers awareness. Telling someone to “cheer up” or “be happy” is so ineffective and patronizing. The last thing a sad person needs is for someone to judge their feelings as pointless and unappealing. Welcome sadness, just don’t let it consume you."
Quinto Fragmento da décima terceira voz
"Tanto sangue dentro do meu derramado coração, era assim? Talvez fosse, mas não se trata disso. Lamúria insuportável, o corpo, esse que se arrasta com suas carências. Não precisa pressa, calma lá. A portaria está fechada para quem quiser passar, era isso? Já te disse que não responderei. Quero saber, e depois? Passaram-se meses, ele voltou. Foi longo. Doía. Continua doendo. Ainda não acabou. Passa, passará. Às vezes ficávamos deitados na minha cama enquanto eu tentava decifrar o seu destino. Marte, Ossanha gostava das folhas, das pedras. De peixes também. Ele me ensinou que as pedras eram vivas. Desde então eu as mantenho imersas em copos cheios d´água para que cresçam. São muitas. Agora espero outro. Que como ele, não será mais um do que Uma Nova Metáfora do Encontro. Por enquanto espio as pombas nas cumeeiras. Quando não há música, canto. Quando de paro de cantar, como maçãs. Os talos estão jogados pelo quarto, entre os lençóis. Apodrecem como meus sentimentos, jogados na Via Láctea. Esfrego a lâmpada, mas o gênio se foi. Talvez me bata outra vez contras as grades da janela até me levarem outra vez para a mesa de choques. "
terça-feira, outubro 15, 2013
Eu ainda vejo
Eu ainda vejo a tristeza que emana das coisas
Na verdade sinto-a em tudo
Sinto quando ela condensa do alto das nuvens cinzas
(leves como luz, diziam)
E cai em gotas várias
Atravessa por trás dos olhos e escorre
da garganta até o coração
lá vai lentamente petrificando
as artérias
dos que acordam todo dia na imensidão
de suas camas vazias
e sorriem vagamente
ao nada que os cerca.
Na verdade sinto-a em tudo
Sinto quando ela condensa do alto das nuvens cinzas
(leves como luz, diziam)
E cai em gotas várias
Atravessa por trás dos olhos e escorre
da garganta até o coração
lá vai lentamente petrificando
as artérias
dos que acordam todo dia na imensidão
de suas camas vazias
e sorriem vagamente
ao nada que os cerca.
sexta-feira, outubro 11, 2013
O moinho que move o mundo
Canta cascata de vento
Canta na mata sem fim
No manto verde sem cimento
sem marca de homem ruim
O som vai escoando e fluindo
fazendo-se da terra o alimento
O ritmo quente e benvindo
Transbordando do mundo
A todo momento.
Canta na mata sem fim
No manto verde sem cimento
sem marca de homem ruim
O som vai escoando e fluindo
fazendo-se da terra o alimento
O ritmo quente e benvindo
Transbordando do mundo
A todo momento.
domingo, setembro 15, 2013
Conjunção da lua e vênus
Quando daquela noite ele viu o céu
Correndo solto feito louco ao vento
Da bicicleta se assustou por um momento
vendo a lua fulgente delgada como ponta de pincel
E do lado, assim, bem de pertinho
Uma estrela brilhante ardia
Inconsequentemente exata e regular
Acendendo nos corações uma febre
Hostil, tão leve como o azul do ar
que uma horda de luxúria trazia.
Correndo solto feito louco ao vento
Da bicicleta se assustou por um momento
vendo a lua fulgente delgada como ponta de pincel
E do lado, assim, bem de pertinho
Uma estrela brilhante ardia
Inconsequentemente exata e regular
Acendendo nos corações uma febre
Hostil, tão leve como o azul do ar
que uma horda de luxúria trazia.
quarta-feira, agosto 07, 2013
No teu mar
Para se ler ao som de Amor pra depois
Gosto daquele cheiro de café de manhã
Você acordando e sorrindo me dando bom dia
Sem falar nem pensar em toda essa vã
realidade que insiste em nos sorver toda alegria
De quando você me beija de mansinho
depois de toda a espera condensada na saudade
Ou me faz cócegas na barriga e eu sozinho
A rir lembrando da sua cara de maldade.
Do calor do teu abraço apertado
que dá vontade de nele todo mergulhar
E fazer de mim o capitão desse enfeitado
navio que flutua imenso, peregrino no teu mar.
Gosto daquele cheiro de café de manhã
Você acordando e sorrindo me dando bom dia
Sem falar nem pensar em toda essa vã
realidade que insiste em nos sorver toda alegria
De quando você me beija de mansinho
depois de toda a espera condensada na saudade
Ou me faz cócegas na barriga e eu sozinho
A rir lembrando da sua cara de maldade.
Do calor do teu abraço apertado
que dá vontade de nele todo mergulhar
E fazer de mim o capitão desse enfeitado
navio que flutua imenso, peregrino no teu mar.
terça-feira, julho 16, 2013
O Sol
Minha vida em toda sua plenitude
Eu sentado à beira da janela
Me aquecendo com a luz do astro rei
Eu sentado à beira da janela
Relembrando da minha juventude
Cortina de amor materno se desvela
Me aquecendo com a luz do astro rei
A solidez, a brisa mansa me acalma
Sentindo que toda a potência de mil sóis
Desabrocha as pétalas de minha alma.
quinta-feira, julho 04, 2013
À luz fraca da estação de trem
E de repente me desencontro
de ecos escuros que já foram
minha dor.
Fugido das noites que uivam
Juntando os cacos que feriam
sem pudor.
Você sorri e me carrega nos ombros
sem perguntar dos ecos, dos cacos
é o amor.
de ecos escuros que já foram
minha dor.
Fugido das noites que uivam
Juntando os cacos que feriam
sem pudor.
Você sorri e me carrega nos ombros
sem perguntar dos ecos, dos cacos
é o amor.
quinta-feira, junho 13, 2013
Reticências
E mais uma vez eu aqui, no meio da madrugada, ínsone, epifânico. Não sei até quando esses ataques insolentes de criatividade vão continuar a me atormentar. As idéias são feitos pequeninos diabretes, lépidos e inconstantes. Surgem de súbita forma do breu das formas inexatas e então me incitam, e cada um ajuda na criação de outro em um efeito cascata. Quando vejo, reparo que eles já me tiraram da cama em legião e levaram-me até onde eu pudesse descarregá-los de minha mente - são espertas minhas criações - seja no teclado cantando, no computador escrevendo, ou até na cozinha degustando algo.
Se ao menos eu pudesse domar as rédeas dessas criaturas imprevisíveis, poderia direcioná-las em coisas mais construtivas. Contudo, pareço um noviço nesse domínio.
Penso que existe um mundo paralelo a este para onde vão nossas idéias inacabas. Um mundo em eterna construção e desconstrução, muitas vezes esquecido. A chave para muitos mistérios da vida e da ciência residem nos escombros e ruínas dos templos que foram deixados nesse lugar. Eu inclusive deixei vários diabretes, pássaros e até palácios que hoje devem estar reunidos num continente chamado "a terra que ele poderia ter conquistado mas não construiu". O nome do mundo é reticências, é, faz todo sentido, um mundo que...
Se ao menos eu pudesse domar as rédeas dessas criaturas imprevisíveis, poderia direcioná-las em coisas mais construtivas. Contudo, pareço um noviço nesse domínio.
Penso que existe um mundo paralelo a este para onde vão nossas idéias inacabas. Um mundo em eterna construção e desconstrução, muitas vezes esquecido. A chave para muitos mistérios da vida e da ciência residem nos escombros e ruínas dos templos que foram deixados nesse lugar. Eu inclusive deixei vários diabretes, pássaros e até palácios que hoje devem estar reunidos num continente chamado "a terra que ele poderia ter conquistado mas não construiu". O nome do mundo é reticências, é, faz todo sentido, um mundo que...
quinta-feira, junho 06, 2013
reviravoltas
É junho, estação do frio. Esse é o ano da serpente e já desde o começo dele já pude sentir e pressentir as transformações pelas quais eu estaria passando. Este ano completarei o meu segundo ciclo astrológico, completarei 24 anos, não sei ao certo se isso tem relação com o que tem se passado dentro de mim ultimamente.
Uma miríade de sensações, pensamentos, vontades, desejos e impulsividades têm tomado conta de mim. Me pego no meio de situações inusitadas paralisado, absorto em meus próprios pensamentos. Ando tendo vários flashbacks de fatos que ocorreram nos anos passados próximos e também em anos mais distantes, datados de minha infância e pré-adolescência. Contudo essas coisas todas que têm acontecido não são aleatórias, estão todas interligadas por fios invisíveis que muitas vezes não percebo. Um fato pode desencadear um flashback de minha infância, como por exemplo, uma música me fez lembrar de quando eu escapulia do meu quarto em noites plenas para deitar-me entre meu pai e minha mãe na cama deles.
Tive uma sensação passageira de conforto e uma vontade súbita de abraçar meus pais independentemente de onde eles estivessem. Minha mãe está em Fortaleza e meu pai... bem, este está no plano espiritual olhando por mim.
Sentimentos poderosos têm tomado conta do meu ser durante períodos, alguns longos, outros breves como horas. Recentemente uma letargia me dominou por cerca de uma semana. Uma morosidade incontida, não tinha vontade de levantar da cama, de sair para comer, de ir para a faculdade ter aulas, de cantar no meu coral. Queria dormir para sempre na minha cama, distante de todos e de tudo, não me importando com o que os outros pensariam ou falariam. Não diria que era tristeza o que eu sentia, não, era algo neutro e desolador, uma neutralidade assustadora cristalizada em apatia.
Em contrapartida essa semana, um sentimento de poder e potencialidade têm me guiado. Meu orgulho se inflou tal qual o sol voltou a arder sobre a Terra. O brilho solar me despertou vários desejos quase que simultâneos de várias naturezas, sexuais, de trabalho, de música. Tive vontade de me cuidar mais, me organizar melhor, comprei até uma agenda, voltei a frequentar assiduamente a academia. E quanto à música, esqueci de mencionar o quanto ela tem me ajudado e me moldar e me descobrir nesses dias. O coral está preparando um musical dos beatles maravilhoso com músicas que fizeram parte de minha adolescência. Mandei vários vídeos para o Virtual Choir, um projeto fantástico que engloba pessoas do mundo todo e foi por meio dele que conheci algumas pessoas bastante interessantes. É nessas horas que percebo o quanto não estamos sozinhos e como somos todos diferentes, essas singularidades me fascinam.
Em contrapartida essa semana, um sentimento de poder e potencialidade têm me guiado. Meu orgulho se inflou tal qual o sol voltou a arder sobre a Terra. O brilho solar me despertou vários desejos quase que simultâneos de várias naturezas, sexuais, de trabalho, de música. Tive vontade de me cuidar mais, me organizar melhor, comprei até uma agenda, voltei a frequentar assiduamente a academia. E quanto à música, esqueci de mencionar o quanto ela tem me ajudado e me moldar e me descobrir nesses dias. O coral está preparando um musical dos beatles maravilhoso com músicas que fizeram parte de minha adolescência. Mandei vários vídeos para o Virtual Choir, um projeto fantástico que engloba pessoas do mundo todo e foi por meio dele que conheci algumas pessoas bastante interessantes. É nessas horas que percebo o quanto não estamos sozinhos e como somos todos diferentes, essas singularidades me fascinam.
domingo, maio 12, 2013
domingo, abril 21, 2013
Transcendente
Um fio
Dois corações
arrepio
em todas proporções
Irá uni-los, o destino
mantendo o ritmo magnético
entre um coração peregrino
e o outro um tanto cético?
Para todas as perguntas
há uma resposta apenas
que aguarda adormecida
Nas almas nem tão pequenas.
Dois corações
arrepio
em todas proporções
Irá uni-los, o destino
mantendo o ritmo magnético
entre um coração peregrino
e o outro um tanto cético?
Para todas as perguntas
há uma resposta apenas
que aguarda adormecida
Nas almas nem tão pequenas.
segunda-feira, abril 01, 2013
sábado, março 09, 2013
Idle talking
Sunday's on the phone to Monday
Monday's on the phone to me
This is when the end starts
The journey to the endless sea.
Monday's on the phone to me
This is when the end starts
The journey to the endless sea.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Take it back
Well there's one missing part of me
And I'm afraid it's fine on its own
And this time it's finally grown
For me to see
Now I see
And I'm afraid it's fine on its own
And this time it's finally grown
For me to see
Now I see
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