Súbito grito
salta da boca
pendida.
Hálito morto
daquele corpo
emanado.
Rastro de sangue
caminho rubro
surgido.
Pólvora crua
por todo chão
perdida.
Sádico riso
solto do vulto
marcado.
Era uma vez
um jovem moço
polido.
Era uma vez
um corpo morto
encontrado.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
sábado, dezembro 19, 2009
Para uma avenca partindo
Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualquer atraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah, sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ......... ............ ............. ............ .......... ........... ............. ............ ............ ............ ......... ........... ............ ............ sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranqüila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Canção etérea
Teu canto
vagando
ao vento
devora
meu pranto
meu sofrimento
sem tanto
espanto
com tanto
esquecimento
aurora
de encanto.
outrora
lamento.
vagando
ao vento
devora
meu pranto
meu sofrimento
sem tanto
espanto
com tanto
esquecimento
aurora
de encanto.
outrora
lamento.
domingo, dezembro 06, 2009
Entre flor e nuvem
"Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?
Não encontro caminhos
fáceis de andar;
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar;
E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança,em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e
meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar."
-Cecília Meireles
estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?
Não encontro caminhos
fáceis de andar;
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar;
E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança,em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e
meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar."
-Cecília Meireles
quinta-feira, novembro 19, 2009
O mestre-sala dos mares
Salve o navegante negro
Altivo no porte pra defender
Moral e virtude manchadas jamais
Com sorte de a morte o escolher
Por lutas inglórias, batalhas mortais
E por monumento ter
As pedras pisadas no cais.
Altivo no porte pra defender
Moral e virtude manchadas jamais
Com sorte de a morte o escolher
Por lutas inglórias, batalhas mortais
E por monumento ter
As pedras pisadas no cais.
domingo, novembro 01, 2009
Carnalismo
A mão perfaz o toque febril sobre a morna pele
percorrendo vagarosamente cada meandro do corpo nu
Esperando com ardor que o prazer se revele
Como de um céu nublado a uma imensidão azul.
O suor que transpassa aquela epiderme
é o alimento para olhos famintos de paixão
que buscam nada mais que o cerne
de um delírio, de um fulgor, de excitação.
percorrendo vagarosamente cada meandro do corpo nu
Esperando com ardor que o prazer se revele
Como de um céu nublado a uma imensidão azul.
O suor que transpassa aquela epiderme
é o alimento para olhos famintos de paixão
que buscam nada mais que o cerne
de um delírio, de um fulgor, de excitação.
domingo, outubro 18, 2009
Eu sei
Eu sei que não se deve tirar sujeira do nariz na frente dos outros
que não se deve abrir a boca enquanto come
que não se pode entrar com pés esquerdo na casa dos outros pela primeira vez
que não se deve comer o primeiro biscoito de alguém
que não se pode beber leite e comer manga
mas sempre é bom quebrar um pouco as regras
estou cansado das mil e uma regras da sociedade.
que não se deve abrir a boca enquanto come
que não se pode entrar com pés esquerdo na casa dos outros pela primeira vez
que não se deve comer o primeiro biscoito de alguém
que não se pode beber leite e comer manga
mas sempre é bom quebrar um pouco as regras
estou cansado das mil e uma regras da sociedade.
terça-feira, setembro 01, 2009
Ira
às vezes acordo com vontade de xingar o mundo e suas ignorâncias. Queria socar cada rosto que aparece e decide sorrir hipocritamente na minha frente e que sei que fala mal de mim pelas costas. Mas aí eu percebo o quanto estou sendo tolo, existem outras justiças mais plenas e infalíveis que as feitas pelas minhas próprias mãos.
sexta-feira, agosto 28, 2009
Anagramia
Diva
Vida
Vadi(a).
Morte
termo:
tremo(r).
Alegria
galeria (de)
regalia(s).
Raiva
Vaiar (quem come)
(c)aviar
Vida
Vadi(a).
Morte
termo:
tremo(r).
Alegria
galeria (de)
regalia(s).
Raiva
Vaiar (quem come)
(c)aviar
domingo, agosto 23, 2009
Um conselho
Para todos aqueles que não se sentem aptos ou prontos, ou até mesmo acham que não podem mais. Não se enganem, não iludam seu coração. Nunca é tarde para se amar e ser amado. Os desígnios da vida sempre mostram um caminho que passa rente ao córrego do amor, às vezes estamos tão absortos em viver que não o percebemos. Ou nosso espírito tão machucado que não sobrou espaço para uma nova oportunidade. Nunca perca aquilo que possa te salvar deste mundo. Lembra-te que há vastidões mais vastas que essas alcançadas por nossos olhos ou nossas limitadas mentes e o amor é a porta para tais.
quinta-feira, agosto 20, 2009
A verdade sobre o vôo
Um dos maiores dramas da humanidade sempre foi a incapacidade de voar. Desde tempos imemoriais o ser humano almejou alcançar os céus. Isso está registrado nas gravuras e textos literários desde aqueles tempos. Figuras como os anjos, criaturas humanóides dotadas de asas que transitam entre o céu e a terra, são muito conhecidas e podem ser vistas como objetos de vontade de vôo do homem. O conto de Ícaro na mitologia grega ilustra muito bem essa vontade, às vezes obsessiva. Foi então que construímos os helicópteros e os aviões. Contudo ainda assim não nos contentamos, buscamos arduamente uma maneira de ascender por conta própria, sem auxílio de máquinas ou ferramentas. A questão é, existe somente uma maneira de se voar? A resposta é não. Para comprovar isso, experimente deitar em sua cama e, relaxado, escutar a música que mais lhe aprouver a alma, que mais lhe penetre nos confins de teus pensamentos, que te faça esquecer de teus problemas e desejos por pelo menos alguns minutos. Agora assim tente voar sobre todos os lugares que já quis antes. Todos os vales, montes, colinas, cidades e montanhas. Experimente conhecer cada um desses lugares nesse momento e veja se um ser humano não pode mesmo voar.
"pés, para que os quero se tenho asas para voar?"
"pés, para que os quero se tenho asas para voar?"
quinta-feira, agosto 06, 2009
Bang Bang, my baby shot me down
Éramos ainda duas crianças quando nos conhecemos. Eu tinha cinco anos, ele seis. No auge dos filmes de cowboy e faroeste. Costumávamos montar em cavalos de pau. Nosso parque de diversão virava o mais recente vilarejo pelos arredores do Novo México, constantemente atacado por índios peles-vermelha.
Ele sempre vestia preto, eu branco. Era como uma velha tradição do faroeste. Contudo não era possível dois postos de xerife naquela cidadezinha, um teria de sucumbir. Bang, bang! Ele atirou e caí ao chão. Bang, Bang! Aquele som desagradável para sempre em minha mente.
As estações vieram e mudaram os tempos. Quando cresci o chamei de meu. Ele sempre riria e diria "lembra quando nós brincávamos?".
Música tocada e pessoas cantavam. Apenas pra mim os sinos da igreja soavam.
Agora ele se foi e não se por quê. E até estes dias eu ainda choro. Ele nem mesmo disse adeus. Não teve tempo para mentir. E mais uma vez bang, bang! Ele atirou em mim. Bang, bang! Caí ao chão. Bang, bang! Aquele som desagradável. Bang, bang! My baby shot me down...
Ele sempre vestia preto, eu branco. Era como uma velha tradição do faroeste. Contudo não era possível dois postos de xerife naquela cidadezinha, um teria de sucumbir. Bang, bang! Ele atirou e caí ao chão. Bang, Bang! Aquele som desagradável para sempre em minha mente.
As estações vieram e mudaram os tempos. Quando cresci o chamei de meu. Ele sempre riria e diria "lembra quando nós brincávamos?".
Música tocada e pessoas cantavam. Apenas pra mim os sinos da igreja soavam.
Agora ele se foi e não se por quê. E até estes dias eu ainda choro. Ele nem mesmo disse adeus. Não teve tempo para mentir. E mais uma vez bang, bang! Ele atirou em mim. Bang, bang! Caí ao chão. Bang, bang! Aquele som desagradável. Bang, bang! My baby shot me down...
terça-feira, agosto 04, 2009
L'amour
Não tem nada melhor nessa vida do que acordar de manhã e reparar que você está do lado da pessoa que ama. Admirando o sono lento e profundo dela e fazendo carícias em seus cabelos até abrir os olhos aos poucos e sorrir. Um sorriso claro como a manhã que se desenvolve.
quarta-feira, julho 22, 2009
Notas sobre a música
Nunca conseguirei transpassar essa sensação que atravessa meus tímpanos, ressoa dentro de mim e me faz o pensamento alto [e vário]. Um dia, talvez, ao menos possa chegar perto. Ainda assim, escutar é tudo.
quarta-feira, julho 15, 2009
A volta
Ele não queria voltar tão logo para aquela terra fria. Em que os raios de sol custam mais para tocar o chão e os ventos parecem mais rápidos conforme o passar dos dias. Ele sabia que haveria de voltar, mas algo dentro lhe fustigava a pensar que não. Queria sentir ainda o sabor da brisa que vinha da praia; ver do mar o vermelho escorrendo do céu e sumindo até que só sobrassem as luzes das embarcações ao longe. "Uma terra com palmeiras onde cantam sabiás", confirmou para si. Nunca pensou que sentiria tanta falta daquilo, mas talvez assim fosse necessário. O destino reserva muitos caminhos sinuosos aos seus transeuntes. Além das milhas que o separavam disso, havia um compromisso, uma promessa para si de que tudo haveria de ser como foi decidido. E assim ele voltava, menos passional e mais resoluto quanto aos seus quereres.
quarta-feira, junho 24, 2009
c'est tout
"Je viendrai te prendre
Je saurai te défendre
Au-delà des frontières
Je foulerai la terre
Je tisserai des chants
Au soir et au levant
Un point pour chaque étoile
Chanson de toile"
- Émilie Simon
Je saurai te défendre
Au-delà des frontières
Je foulerai la terre
Je tisserai des chants
Au soir et au levant
Un point pour chaque étoile
Chanson de toile"
- Émilie Simon
sábado, março 14, 2009
O que urge
Não hei de divulgar em manchetes
Não hei de escrever em diários
Nem mesmo sussurar aos ventos
tampouco de outorgar em tratados
O que urge nessa situação
não reside na maneira íntegra de se expressar
A curiosidade alheia se desmancha
se faz deserto em meio ao nosso oceano
de oportunidades
O que se faz mister reside
na palavra doce e silenciosa
que transborda aos poucos de
nossas mãos ou no calor singelo
de nossos beijos e abraços.
Não hei de escrever em diários
Nem mesmo sussurar aos ventos
tampouco de outorgar em tratados
O que urge nessa situação
não reside na maneira íntegra de se expressar
A curiosidade alheia se desmancha
se faz deserto em meio ao nosso oceano
de oportunidades
O que se faz mister reside
na palavra doce e silenciosa
que transborda aos poucos de
nossas mãos ou no calor singelo
de nossos beijos e abraços.
sábado, março 07, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
terça-feira, janeiro 06, 2009
Take me out
Take me away from this world
Build-me up wings like this so
sweet and serene as you built
this feeling for me
Take me high, so high
above these clouds
that brought us
days that from rain
hugged
we used to sleep like this
take me somewhere
anywhere you might
walk away
in my chest
to transmit everything
that has no name
not even end
Build-me up wings like this so
sweet and serene as you built
this feeling for me
Take me high, so high
above these clouds
that brought us
days that from rain
hugged
we used to sleep like this
take me somewhere
anywhere you might
walk away
in my chest
to transmit everything
that has no name
not even end
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