quarta-feira, agosto 13, 2014

Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado. Tudo é maya / ilusão. Ou samsara / círculo vicioso.
- Caio F. Abreu em "Carta ao Zézim"

terça-feira, agosto 12, 2014

Don’t surrender your loneliness so quickly
let it cut more deep. Let it ferment and
season you as few human or even
divine ingredients can
Something missing in my heart tonight
has made my eyes so soft
my voice so tender my need of good
absolutely clear.
✻.ღ.*.Rumi.*.ღ.✻

SEMPRE SEGUIR

Leo Artese

Pra seguir neste caminho
É ter calma e paciência
Elevar o pensamento
Expandir a consciência

Pra seguir nesta estrada
Vou te dar Força e coragem
Pra enfrentar sua verdade
E deixar o que for bobagem

Vai seguindo esse caminho
Que agora eu te mostro
Preste muita atenção
Faça sempre como eu gosto

No final dessa história
Tem que haver um vencedor
Depois de duras batalhas
Quem vencerá é o amor

segunda-feira, junho 30, 2014

A cítara

O som da cítara vai assim sussurrando
o som que simula a síntese do ser

domingo, junho 22, 2014

Our love

My love for you was bigger than
the moon reflected on your iris
your soul reflected in my heart.

quarta-feira, junho 11, 2014

The Truth

We desperately seek the Truth outside ourselves
We truly believe that all the pathways we cross lead to the Truths
The fact is the Truth is within us and round about us
We're single particles of the Universe and
We make part of the Great Cosmic Force
There's only one way that lead to nothing but ourselves
Self enlightenment fatefully show us the Truth.

sexta-feira, maio 30, 2014

O paradoxo da existência

Vivo uma dualidade quase que terrível e insustentável.
A fronteira entre o sacro e o profano em minha vida é tão tênue, que muitas vezes me pergunto se um dia conseguirei pender para um lado. Ou talvez, o simples fato de eu viver nessa fronteira já seja um modo de viver. O convívio mais de perto com o acontecimento da morte - a passagem para o outro lado.  Saber que eu não verei quem amo mais - não nessa vida. Abriram-me caminhos de pensamento, ramificados e intrincados, que me fizeram duvidar fortemente da existência de Deus, ou Deusa, ou Força Cósmica que Rege o Universo. A dúvida nos faz crescer, eu gosto de duvidar da existência, mas ao mesmo tempo pensar que Meu Amparador não existe me deixa sem chão, desesperado. E nesse desespero e dúvida eu recorro aos prazeres terrenos, às ilusões de mediocridade: às drogas, ao sexo, ao ódio, à falsidade, às mentiras. E no meio desse desvairio, dessa tormenta sem fim e nefasta. Eu abro os olhos, como no meio de um oceano, e, ao abrir. A tormenta se esvai, as nuvens se afastam. E eu me vejo numa calmaria sem fim, o sol batendo leve nos meus olhos. E a vontade de agradecer à Grande Mãe pela minha existência se faz maior que minhas incertezas. Eu vivo uma dualidade quase que terrível, mas sustentável...

sábado, maio 24, 2014

VIDA ÂMBULA

- "âmbula - s.f as duas partes que formam uma ampulheta."

Sou em dois, assim sempre fui
Uma parte minha se preenche, se completa
A outra se desmancha, se dilui
nessa realidade, nessa vida discreta

Vou perambulando errante
enquanto me destruo e refaço
seguindo das estrelas a seta gigante
Em verdades fulminantes, em erros crassos.

quinta-feira, maio 08, 2014

VIENTOS DEL PUEBLO ME LLEVAN

    - Miguel Hernandez
    Vientos del pueblo me llevan,
    vientos del pueblo me arrastran,
    me esparcen el corazón
    y me aventan la garganta.

    Los bueyes doblan la frente,
    impotentemente mansa,
    delante de los castigos:
    los leones la levantan
    y al mismo tiempo castigan
    con su clamorosa zarpa.

    No soy de un pueblo de bueyes,
    que soy de un pueblo que embargan
    yacimientos de leones,
    desfiladeros de águilas
    y cordilleras de toros
    con el orgullo en el asta.
    Nunca medraron los bueyes
    en los páramos de España.
    ¿Quién habló de echar un yugo
    sobre el cuello de esta raza?
    ¿Quién ha puesto al huracán
    jamás ni yugos ni trabas,
    ni quién al rayo detuvo
    prisionero en una jaula?

    Asturianos de braveza,
    vascos de piedra blindada,
    valencianos de alegría
    y castellanos de alma,
    labrados como la tierra
    y airosos como las alas;
    andaluces de relámpagos,
    nacidos entre guitarras
    y forjados en los yunques
    torrenciales de las lágrimas;
    extremeños de centeno,
    gallegos de lluvia y calma,
    catalanes de firmeza,
    aragoneses de casta,
    murcianos de dinamita
    frutalmente propagada,
    leoneses, navarros, dueños
    del hambre, el sudor y el hacha,
    reyes de la minería,
    señores de la labranza,
    hombres que entre las raíces,
    como raíces gallardas,
    vais de la vida a la muerte,
    vais de la nada a la nada:
    yugos os quieren poner
    gentes de la hierba mala,
    yugos que habéis de dejar
    rotos sobre sus espaldas.
    Crepúsculo de los bueyes
    está despuntando el alba.

    Los bueyes mueren vestidos
    de humildad y olor de cuadra:
    las águilas, los leones
    y los toros de arrogancia,
    y detrás de ellos, el cielo
    ni se enturbia ni se acaba.
    La agonía de los bueyes
    tiene pequeña la cara,
    la del animal varón
    toda la creación agranda.

    Si me muero, que me muera
    con la cabeza muy alta.
    Muerto y veinte veces muerto,
    la boca contra la grama,
    tendré apretados los dientes
    y decidida la barba.

    Cantando espero a la muerte,
    que hay ruiseñores que cantan
    encima de los fusiles
    y en medio de las batallas.

quinta-feira, maio 01, 2014

A veia etérea



"Há uma gota de sangue em cada poema" já dizia Mário de Andrade.

Mesmo porque nossas vidas pulsam violentamente

Em rios sanguíneos que se cruzam e desencontram

E se amam e se odeiam

Num ciclo interminável

segunda-feira, março 31, 2014

A luz verde

- Para se ouvir ao som de Over the Love de Florence and the Machine (comece a ler quando a música estiver do meio para o final)

Ele pega na minha mão, olho bem fixamente nos meus olhos com uma convicção precisa. Eu, ainda meio acanhado, levando os olhos aos poucos até que os meus alcancem os dele. De repente eu vejo, sim, em meio aos brilhos ofuscantes do salão da discoteca e os vultos de pessoas imprecisas. Eu vejo a luz verde em seus olhos. Viva, fugaz, inexata. Eu tento segui-la em cada parte de sua íris, entre os contornos verdes e castanhos que cercavam suas pupilas dilatadas - só ele tinha aquela mistura de cores,só ele me conduzia àquele estado hipnótico - mas daí veio a proximidade, o encostar de lábios, o beijo. Entreguei-me por completo - era maior que eu - enquanto aqueles braços infinitos me envolviam por todas as direções, por dentro e por fora. Eu era um peixe completamente fisgado, o anzol não me feria, pelo contrário, extasiava cada pedaço de matéria que me formava, cada átomo, cada molécula. Depois de um ano saindo com ele, frequentando bares, cinemas e casas de show, foi naquele momento fugidio que consegui ver a luz verde, a luz que emanava da alma e transbordava pelos olhos. A luz que me cegava. Eu estava entregue. Eu era todo amor.

sábado, fevereiro 08, 2014

Parte de mim 2

Existe uma parte de mim que sente saudade
Saudade do que ainda não conheceu, não viu, não viveu
Sinto falta do universo das possibilidades que vão acontecer
Uma exasperação leve e que me incita a seguir em frente
Um suspiro morno no pescoço do amor da minha vida
Uma volta no maior carrossel da inglaterra
Deitar a céu a berto de noite e ver estrelas
E beijando esse amor maior que ainda virá.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Parte de mim

Existe uma parte de mim
Que as vezes esqueço adormecida
E em noites enluaradas
Em dias ensolarados, sábados plenos
Ela brota acanhada do canto da boca
E vai crescendo por todo meu ser
Quero brincar de cantar e correr
Tomar sorvete, correr na chuva
E o sorriso de uma ponta a outra
Desabrochando
Da alma que não tem idade


Créditos da foto: Noel Spirandelli 

quinta-feira, janeiro 09, 2014

O vômito

Tanta coisa fervilhando na minha cabeça que nem sei por onde começar. O ano passado terminou tão impetuoso e íngreme que ainda tenho soluços esporádicos de dezembro, faíscas de novembro. Quero que esse ano as coisas sejam diferentes. Não sobretudo. Não pretendo mudar o mundo e me converter a mártire da humanidade. Quero mudar nas pequenas coisas, as mais factíveis. Já comecei o ano bem, aprendi a dizer não. Comecei afirmando a mim mesmo que não dá para me enganar com relação a meus sentimentos: se não gostei, não gostei. Se a transa não foi legal, não foi e pronto. Ah, mas ele era legal... tá, mas e daí? E daí que minha cabeça parece que vai vomitar por todos os poros um monte de pensamento. Não sei se dos construtivos ou não. Pra falar a verdade pouco me importa, escrevo pra desanuviar as tempestades que me assolam quando os olhos tentam se fechar depois que deito na cama. Todo mundo tem defeitos, o meu é esse, sou fragmentado. Não consigo me encontrar inteiro nas coisas, sempre falta uma parte de mim. Sempre falta algo para algo parecer pleno. Não, quando fico bêbado as coisas não melhoram. Meu "eu" interior sabe que toda aquela alegria ébria é ilusória, quando efeito do álcool passar e a ressaca moral/espiritual/sexual/corporal ou sejá mais o que for chegar eu vou me encolher feito um bebê na cama e tentar mais uma vez recomeçar de novo. Recomeçar o quê? Nem sei o que comecei nessa vida, é tanta coisa inacaba que a gente vai se deixando em todos os cantos, todas as pessoas. Deixei pedaços de mim em amigos do nordeste, da argentina, dos estados unidos. E o que sobrou? Bem, isso eu te conto quando você for passear de bicicleta ali pela ciclovia comigo...

terça-feira, dezembro 31, 2013

"I am a positive person but I get really tired of aggressive optimism. If someone’s sad, let them be sad. All emotions have purpose. Sadness isn’t destructive if not prolonged. Sadness isn’t unproductive, as it offers awareness. Telling someone to “cheer up” or “be happy” is so ineffective and patronizing. The last thing a sad person needs is for someone to judge their feelings as pointless and unappealing. Welcome sadness, just don’t let it consume you."

Quinto Fragmento da décima terceira voz

"Tanto sangue dentro do meu derramado coração, era assim? Talvez fosse, mas não se trata disso. Lamúria insuportável, o corpo, esse que se arrasta com suas carências. Não precisa pressa, calma lá. A portaria está fechada para quem quiser passar, era isso? Já te disse que não responderei. Quero saber, e depois? Passaram-se meses, ele voltou. Foi longo. Doía. Continua doendo. Ainda não acabou. Passa, passará. Às vezes ficávamos deitados na minha cama enquanto eu tentava decifrar o seu destino. Marte, Ossanha gostava das folhas, das pedras. De peixes também. Ele me ensinou que as pedras eram vivas. Desde então eu as mantenho imersas em copos cheios d´água para que cresçam. São muitas. Agora espero outro. Que como ele, não será mais um do que Uma Nova Metáfora do Encontro. Por enquanto espio as pombas nas cumeeiras. Quando não há música, canto. Quando de paro de cantar, como maçãs. Os talos estão jogados pelo quarto, entre os lençóis. Apodrecem como meus sentimentos, jogados na Via Láctea. Esfrego a lâmpada, mas o gênio se foi. Talvez me bata outra vez contras as grades da janela até me levarem outra vez para a mesa de choques. "

terça-feira, outubro 15, 2013

Eu ainda vejo

Eu ainda vejo a tristeza que emana das coisas
Na verdade sinto-a em tudo
Sinto quando ela condensa do alto das nuvens cinzas
(leves como luz, diziam)
E cai em gotas várias
Atravessa por trás dos olhos e escorre
da garganta até o coração
lá vai lentamente petrificando
as artérias
dos que acordam todo dia na imensidão
de suas camas vazias
e sorriem vagamente
ao nada que os cerca.

sexta-feira, outubro 11, 2013

O moinho que move o mundo

Canta cascata de vento
Canta na mata sem fim
No manto verde sem cimento
sem marca de homem ruim
O som vai escoando e fluindo
fazendo-se da terra o alimento
O ritmo quente e benvindo
Transbordando do mundo
A todo momento.
 

domingo, setembro 15, 2013

Conjunção da lua e vênus

Quando daquela noite ele viu o céu
Correndo solto feito louco ao vento
Da bicicleta se assustou por um momento
vendo a lua fulgente delgada como ponta de pincel
E do lado, assim, bem de pertinho
Uma estrela brilhante ardia
Inconsequentemente exata e regular
Acendendo nos corações uma febre
Hostil, tão leve como o azul do ar
que uma horda de luxúria trazia.

quarta-feira, agosto 07, 2013

No teu mar

Para se ler ao som de Amor pra depois

Gosto daquele cheiro de café de manhã
Você acordando e sorrindo me dando bom dia
Sem falar nem pensar em toda essa vã
realidade que insiste em nos sorver toda alegria

De quando você me beija de mansinho
depois de toda a espera condensada na saudade
Ou me faz cócegas na barriga e eu sozinho
A rir lembrando da sua cara de maldade.

Do calor do teu abraço apertado
que dá vontade de nele todo mergulhar
E fazer de mim o capitão desse enfeitado
navio que flutua imenso, peregrino no teu mar.