segunda-feira, março 06, 2006
Ruídos
(Na floresta, outono, queda de folhas....)
flip flep flep...
(vento frio arrasta as folhas)
fiuuuuuuuuu
(um sibilo gélido corta o ambiente)
plam!
(uma fruta cai)
nhac!
(estou com fome)
sexta-feira, março 03, 2006
Nowhere
He came from the "nothing" to turn back to "doubt", he wished he were happier in a strange place, with odd persons, but we was wrong, everytime, the best place was his old and welcoming home (oh! And there's no place like home).
His veritable way was fated to be chosen for the destiny, and he, worthy, will unfold the Truth by himself (like any other one)...
Nowhereland is not only the land of the solitude, it was also the land of the ones who want to discover what can't be known only for mere suppositions...
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Em breve
sábado, fevereiro 25, 2006
Peço
Ao longo do caminho,
Mas tentaram bravamente,
Conseguir a tão esperada
paz]
Peço por aqueles que sorriram,
Mesmo ao tendo sido massacrados,
Pelas chamas da vaidade,
E que ainda conseguem dizer um
obrigado]
Peço por aqueles que choraram,
Cujo pranto não foi ouvido,
E mesmo não sido correspondidos,
Ainda lamentam pelos que não conseguem
amar]
Peço por aqueles que gritaram,
Num uníssono de revolução,
Aqueles cujos ideais ecoaram,
E nem mesmo estão nos livros de história
da nação]
Peço por você, por todos,
Um mínimo de compressão,
Peço que ao menos peçam,
Um sincero e merecido
perdão]
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Quero
Do tempo em que eu era criança,
Quero de volta a vivacidade dos momentos,
Que agora não passam de singela herança.
domingo, fevereiro 19, 2006
Transição
Daquela vez não pegaria o carro, queria ver as coisas com outros olhos. Caminhar era natural, humano. Na verdade, ele queria fazer justamente o que nunca fazia, pois sabia que o mundo é algo inesperado e carrega consigo o mistério, bastava apenas desbravá-lo com um pouquinho de coragem para superar o comodismo.
E caminhando pelas ruas da cidade, foi lembrando da infância; dos tempos em que o agora importava, não o amanhã ou o ontem; das brincadeiras no parque... O tempo foi implacável ao mudar as formas das avenidas, ruas, estradas; mas foi impotente ao tentar, em vão, prejudicar as lembranças.
Leve garoa cai pela tarde, e ele resolve pegar um trem para a outra cidade. Gostava de ver o mundo pela vidraça do trem (o qual não via há anos). As árvores, os campos passavam tão céleres aos seus olhos, semelhantes às pessoas e acontecimentos em nossas vidas; mal vinham, mal partiam. E quanto mais ele mergulhava em pensamentos, mais tomava consciência de que estava vivo e que precisava respirar mais, ver mais, sentir mais.
Chegando na outra cidade, litorânea por sinal, decidiu, insensatamente à primeira vista, seguir uma estrada andando sem pensar no rumo; queria ver que destino teria se seguisse "de olhos vendados". Pensou que, se "o destino guia seus cavalos pela noite", então ele pode guiar um simples humano por uma estrada.
Enquanto dava passos despreocupados pelo caminho, ele percebeu que, desde o raiar da alvorada, não viu sequer uma pessoa. As cidades, as ruas, as avenidas estavam completamente vazias e ele não se deu conta até aquele momento. "Decerto que devem estar em suas residências, descansando..."-pensou ele. E rumou perseverante.
Logo no início do caminho, ele viu um garoto em prantos, estava sozinho e desconsolado. Chorava e gritava pela mãe. O homem aproximou-se do menino, curioso, perguntou onde estava a mãe dele. O garoto, que estava de costas para o homem, virou-se e encarou-o sem mencionar nenhuma palavra; após alguns instantes, soluçou e disse "você me deixou naquele dia", e desapareceu.
O homem pareceu atordoado. Não conseguia entender o porquê de uma criança evaporar em pleno dia. Contudo, algo mais o deixou aterrorizado, algo que atingiu-o mais profundamente, alcançando-lhe as entranhas da mente: o garoto em prantos fora ele.
Como não havia vivalma aos arredores, ele resolveu seguir pelo caminho, afinal, havia decidido seguir até um destino, seja lá qual fosse. Estava surpreso pelo incidente anterior, e isso lhe fornecia um fôlego extra para prosseguir. Continuando a caminhada, reparou que o caminho bifurcava em duas estradas distintas: uma placa indicava "verdade" e outra "felicidade". Ele contemplou os caminhos aos quais poderia seguir: no horizonte da primeira estrada, via-se um céu azul profundo; no da segunda, um céu vermelho dourado, vivo. Teria de refletir bastante para encontrar a via certa.
"A verdade é difícil de ser encontrada. É o caminho para a sabedoria, mas é também fonte de discordância entre vários povos, e de discórdia entre as religiões. A felicidade é a utopia vital; contudo, realmente não sei se já a tenha sentido, é tão abstrata..."- divagava o homem, que até havia se sentado diante das estradas para decidir a melhor escolha. "o crepúsculo pode chegar, portanto é melhor eu escolher um caminho logo". Seguiu o caminho da verdade. "Posso ter escolhido o caminho errado, mas não seria feliz sem conhecer a Verdade".
Ao caminhar, notou que o céu era escuro; a visibilidade da estrada era parcial e a trilha havia se tornado sinuosa. Era mais árduo do que pensava. E quando sentiu sede, pensou que poderia ter se prevenido trazendo água consigo. Entretanto, quase que na mesma hora que pensou nela, duas mulheres, irmãs aparentemente, surgiram perto da estrada, ambas carregavam uma jarra com, o que parecia, água.
A primeira, vestia uma túnica cinza, era uma anã; mal conseguia segurar o pote. Sorria muito e parecia meio nervosa. A segunda, trajava uma túnica laranja (não era anã) e sorria para o homem com um certo desafio no rosto. Ambas falaram num uníssono "queres água? Pois beba de meu pote!". O homem pediu água para a mulher anã e ela deu-lhe o cântaro. Ao beber do conteúdo dele, sentiu uma sede avassaladora. A anã soltou uma gargalhada e sumiu-se como o menino visto antes. A de túnica laranja simplesmente deixou o pote na estrada, sorriu e desapareceu também.
Tomado de um mal-estar forte, desesperadamente, bebeu da segundo jarra. À primeira sensação, sentiu-se pior, mas depois a dor na garganta foi sendo transformada em alívio, e o homem saciou sua sede.
Retornando à jornada, quis que aquela estrada terminasse logo. Estava cansado de segui-la, queria parar, a escuridão aumentava com o passar do tempo e ele temia o que poderia enfrentar. Num esforço maior, apressou o passo. Sentiu que o caminho havia se tornado menos tortuoso que antes. Avistou uma luz, débil, mas cintilava na extrema do horizonte. Como qualquer humano, seguiu-a. E ao chegar bem próximo dela, percebeu que era uma fogueira. Ao redor dela os amigos dele se encontravam desfrutando de prazeres mundanos, havia muito prazer, gula e desejo naquele lugar. "Vinde a nós, meu caro, desfruta dos prazeres da vida e esquece essa história de Verdade".
A proposta era tentadora, afinal de contas, ele estava cansado de seguir a estrada. Poderia permanecer ali e se deleitar com os prazeres. Contudo, lá onde "é fundo como a desgraça, onde o pranto não adelgaça, leve qual sombra que passa...", ele sentiu que preciava encontrar a Verdade; era pertinente à sua personalidade buscá-la. "Não, seguirei o caminho". Dito isso, todos desapareceram, e junto foi a fogueira.
O homem continuou sua jornada, sozinho e perseverante. Caminhou muito, passou por vales, montanhas e florestas, em todos os lugares havia ausência de vida, de movimento, em certas partes não haviam cores, somente preto-e-branco. Tudo era como uma quebra-cabeças, difícil de juntar as peças...
E após deixar para trás muitas léguas, ele viu que a terra da estrada foi substituída pela areia, e que estava diante de um gigantesco mar. Por instantes, admirou a grandiosidade dele, e escutou o que as ondas faziam ao chegar na praia. Escutou as palavras do oceano e o que os pássaros cantavam ao sobrevoá-lo, sentiu a mansa viração das nuvens e, finalmente, concluiu que havia encontrado a sua Verdade.
De repente, sente um sono tremendo e deita-se no chão úmido da praia, ao lado de conchas e algas. Ao fechar os olhos, escutou um barulho incessante e, ao mesmo tempo, formidável: o despertador tocou.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Serenata
"Serenata
Repara na canção tardia,
Que timidamente se eleva,
Num arrulho de noite fria.
O orvalho treme sobre a terra,
E o sonho da noite procura,
A voz que o vento abraça e leva.
Repara a canção tardia,
Que oferece a um mundo desfeito,
Sua flor de melancolia.
É tão triste, mas tão perfeito,
O movimento em que murmura,
Como o do coração no peito.
Rapara na canção tardia,
Que sobre o teu nome, apenas,
Desenha a sua melodia.
E nessas letras tão pequenas,
O universo inteiro perdura,
E o tempo suspira na altura.
Por eternidades serenas."
- Cecília Meireles
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Lástima
- Relatos de uma vida perdida.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Pedido
sábado, fevereiro 11, 2006
Olhai os lírios do campo
"Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber, nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir, não é a vida mais que o mantimento e o corpo mais do que o vestido?
Olhai para as aves do céu que nem semeiam nem colhem, nem ajuntam em celeiros e o Vosso Pai Celestial as alimenta.
Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E quanto ao vestido, por que andais preocupados, olhai para os lírios do campo, como eles crescem, não trabalham nem fiam e eu vos digo que nem mesmo Salomão em toda sua glória se vestiu como qualquer deles, pois se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós?
Não andeis pois inquieto dizendo: que comeremos? Que beberemos? ou o que o que nos vestiremos, de certo Vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas.mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis, pois ,pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo."
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Conversa
Conversar, conversar?Conversar!
Encher o ambiente de palavras,
Fúteis e fáceis de se ignorar.
Exausto de chegar nos lugares,
E sorrir para um espelho sem brilho,
E sorrir para máscaras vivas,
Sentindo-se como um andarilho.
Ele sabia exatamente,
O que o outro estaria a falar,
Ao dirigir-lhe a palavra,
Temas fácis de se adivinhar...
Ele era contra a mesmice,
Contra o conformismo,
Mas depois de tudo que viu,
Veio-lhe uma onda de negativismo.
E sentado diante do festival,
De palavras, conversas e discussões,
Ele se enfurece e grita:
Ei, conversem comigo sobre as eleições!
(Aqui termina a história do garoto medíocre)
domingo, fevereiro 05, 2006
Por quê?
Nunca soubera o que era amar, mas sempre dizia estar amando; nunca soubera o que é sofrer, mas sempre chorava por algo que nunca sentiu. Ele era o avatar do mundo: ser o que nunca foi. Entretanto, ele queria, acima de tudo, amar alguém justamente pela necessidade de cuidar, abraçar, se importar. Ele queria sentir a mansa viração do amor. Ele lia em livros e procurava saber como amar e ser correspondido "hummm...vamos ver, amizade, amiúde, amolecer, ,aqui! Amor! Do latim "amore", viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objeto da nossa afeição; paixão; afeto;inclinação exclusiva... mas cadê a parte que nos ensina a amar?".
Só mais tarde ele saberia que é preciso cativar, com paciência, ritos e tudo mais. É preciso, antes de tudo, não criar expectativas, não ser o que não é...
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Missionário
livros...livros à mão cheia...
E faz o povo pensar!
O livro caindo n'alma,
É germe -que faz a palma,
É chuva que faz o mar."
- Castro Alves
Eu, em minha humildade miserável, tento fazer o papel bendito ao próximo... Faça o teu também.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Necessidade
Preciso cativar um coração moldável,
Preciso parar de pensar tanto,
Em encontrar um amor admirável!
(Preciso apenas de uma chance...)
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Prosa e poesia
Dir-se-ia que nem todo texto é composto de letras, elas apenas nos ajudam a desenvolver um texto, mas nem sempre são a essência dele. De fato, nem toda prosa e poesia são descritas por símbolos escritos. Uma paisagem, um estado de consciência ou uma sensação podem valer como (ou muito mais que) uma poesia, ou prosa, dependendo da visão (ou sentimento) do observador. Mas em se tratando de palavras, do código da Língua escrita, uma diferença notável entre prosa e poesia é perceptível: a maneira com que as palavras são lidadas ou manipuladas.
O escritor é feito um domador, precisa saber domar as palavras, de modo que essas fiquem a inteiro dispor dele. É preciso dominar a arte de escrever com primazia para que a mensagem do texto seja muito bem explícita.
Voltando á análise da diferença, continuar-se-ia a dizer que, num texto em prosa, o valor das palavras pode ser deixado à deriva, ou seja, o mais importante não é o valor unitário delas, e sim do conjunto, de modo que a unidade, a mensagem, seja passada com eficiência. Por outro lado, na poesia, as palavras assumem um papel privilegiado no texto, cada uma deve ser inserida com delicadeza e, ao mesmo tempo, cuidado; uma simples troca de palavra pode acarretar na alteração de todo significado do poema. O valor individual das palavras é enaltecido.
Podemos muito bem deixar claro, na prática, essa diferença: ao lermos um texto em prosa, por exemplo, um romance, não lembramos exatamente das palavras como eram descritas as cenas, mas mesmo assim conseguimos imagina-las em nossas mentes.
Já em uma poesia, imediatamente quando nos lembramos dela, vêm à tona as palavras, ou seus significados, como num turbilhão; não que elas sejam mais importantes que o texto em si, mas essencialmente contribuem para o processo de compreensão.
Decerto que essa diferença não pode ser encarada como uma lei de composição de prosas e poesias, mas sim como uma ferramenta. Há muito mais profundeza nas diferenças...
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Observação
Mas elas podem nos inspirar a sê-los"
- Minamoto no Yoritomo
obs.: Imaginem que pensei isso no ônibus...
terça-feira, janeiro 17, 2006
Amizade
Divindade alegórica venerada entre os gregos e romanos. Em Roma, era representada sob a figura de uma rapariga de pés descalços e vestida de uma túnica branca, em cujas franjas se liam os dizeres: " morte e a vida". Na testa achavam-se gravadas as palavras: "Inverno e verão". O peito era aberto, até o coração, para onde o dedo indicador direito apontava a inscrição: "De perto e de longe".
domingo, janeiro 15, 2006
Passagem
terça-feira, janeiro 10, 2006
Ceticismo
"[...] Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim,- flagelos e delícias,- desde essa cousa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor (?--> grifo de Pedro), e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das cousas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura,- nada menos que a quimera da felicidade,- ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas
Eu simplesmente não tenho palavras para expressar o quanto ele é/foi cético; não dá para imaginar que alguém seja assim [behind the suffering, ther's always a light].
domingo, janeiro 08, 2006
O jogo do contente
"- Que coisa esquisita menina, Miss Pollyanna! A senhora fica contente de tudo que acontece! observou a criada lembrando-se das cenas do quartinho.
A menina sorriu.
- Pois é do jogo. Não sabe?
- Do jogo? Que jogo?
- O "Jogo do contente", não conhece?
- Quem é que botou isso na sua cabeça, menina?
- Papai. Papai explicou-me esse jogo, que é lindo, disse Pollyanna. Em casa brincávamos disso, desde que eu era assimzinha. Depois ensinei-o às damas da Auxiliadora e elas também brincavam de ficar alegres.
- Como é? Eu não entendo muito de jogos.
Pollyanna sorriu de novo, porém com suspiro - e sua face sombreou-se.
- Começou com umas muletas que vieram na barrica do missionário.
- Muletas?
- Sim, muletas. Eu queria uma boneca e papai havia escrito que a mandassem, mas quando a barrica chegou, não havia boneca nenhuma dentro e sim um par de muletinhas para criança. Foi então que o jogo principiou.
- Mas não estou vendo nenhum jogo nisso, disse Nancy quase irritada.
- Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for, explicou Pollyanna com toda seriedade. E começamos com as muletinhas.
- Eu não vejo como se possa ficar alegre de encontrar muletas em vez de bonecas. Não entendo.
A menina bateu palmas.
- Pois aí está o jogo! Eu também não via no começo e papai teve de esplicar-me.
- Pois então me explique o que lhe explicou.
- Sim. Fiquei alegre justamente porque não precisava delas, gritou Pollyanna exultante. Veja como o jogo é fácil quande se sabe."
mostro-vos para que entendais acerca da felicidade em todas as cousas.
