Sabe aquele dia em que nos encontramos pela última vez e
você me perguntou o que eu via quando te olhava? Lembra que eu respondi que via
uma pessoa linda? É, eu menti, havia
mais. Não tenho certeza ao certo por que não te contei, talvez o vislumbre de
meus olhos me criasse um certo temor do pensamento à palavra falada.
Quando eu te vi aquele dia, através de teus olhos eu vi algo
sublime, vi tua alma resplandecendo enquanto conversávamos naquela tarde quente
de verão. Tua alma era de um verde intenso,
que brilhava e emanava várias outras cores. Iridescente... Isso! Tua alma era
de um verde iridescente. Dizem que o verde é a cor da vontade e da
criatividade, pois naquele dia você era a vontade personificada e eu sabia que era
alguém que ficaria para sempre em minha vida.
Hoje, caminhando pelo parque em que constumávamos andar de
bicicleta ao som das crianças que sempre brincavam por lá, eu vi um beija-flor
pousar numa flor que desabrochara ao lado da fonte de água com estátuas de
leões. E, por incrível que pareça, ele era de um verde iridescente, diria que
igual ao teu! Vi tua alma resplandecer de novo e alçar vôo mundo afora em outra
tarde de verão e sorri como nunca havia sorrido antes.
2 comentários:
Gostei da relacao do beija flor com a felicidade. E eu sempre gosto de historias que o final termina com sorriso.
Eu Também, ilton!
Postar um comentário