
Ninguém nasce por aí sabendo
Nenhuma mãe vem a parir um filho no mundo
que mal abra os olhos e já soletre o alfabeto
Vomitando equações algébricas após amamentado
E tendo fraldas intumescidas de provérbios
É preciso fé e dor, sempre olhando pra frente
Sujeitando-se ao sol, a lua, ao vento e ao pó
Cantando baixinho pra não esquecer
O ritmo lento, porém infalível,
O ritmo das horas.
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