O mito de Pandora ilustra bem o ciclo que ocorre interminavelmente na humanidade. A inocência, a ignorância e principalmente a curiosidade permeiam o interior do homem. Quantas vezes já não nos precipitamos em uma atitude consumidos pelo desejo inexorável da descoberta? Quantas vezes já não nos frustramos devido às consequências fatídicas do nosso ímpeto em conhecer alguém? Pandora foi apenas mais uma entre milhões de indivíduos que diariamente abrem caixas invisíveis e deparam-se com os mau agouros por elas trazidos. Caixas que guardam corações, palavras, abraços e lágrimas. Contudo, assim como Pandora, ainda assim depositamos um desejo íntimo de que tudo ainda pode melhorar, de que ainda pode dar certo. E isso veio a ela (ou nós) com o nome de esperança. E assim, ad infinitum, repetimos o ciclo do desejo à descoberta, à frustração e à esperança.

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