sábado, fevereiro 10, 2007

Eu

Sou o paralaxe da existência,
O infinito do beija-flor.
A onda inconstante do mar,
que serpeia revoluta,
e beija voraz a mansa areia.
O rugido do trovão,
que imperante se impõe,
na tempestade da vida.
haverá os que me odeiam,
a ponto de desejarem,
minha ida sem volta.
haverá os que me amam,
a ponto de me adorarem,
como a um deus.
havendo ou não havendo,
com riso, fé e dor,
sou o paralaxe da existência,
o infinito do beija-flor.

2 comentários:

Marcelo Mesquita disse...

Gostei sobretudo do cuidado do d minúsculo em deus

Anônimo disse...

Realmente és alguém intrigante...que aguça a curiosidade alheia.