Eu via o esplendor dos teus olhos
refletir na íris do teu sorrir
sentia teu aroma de orvalho
sorvia-o lento e em deleite,
para não se ir.
Eu sentia teu pulsar sangüíneo,
arder nas artérias do meu coração
Remia meus desejos latentes
nas linhas descontínuas da tua mão
Eu ouvia a sonata da tuas palavras
desfazerem meu mundo de desolação.
Eu era o tudo e o nada
o átomo e o universo
o alfa e o ômega
o ser e o não-ser
o aquém e o além.
Bastava apenas
que me deixasses
num meneio
num bom dia
num porém
mas tu me falavas!
2 comentários:
Simplesmente só o amor consegue às vezes ser nada e ter tudo...
Simplesmente só o amor consegue às vezes ser nada e ter tudo...
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