domingo, novembro 05, 2006

Auto-extrema-unção

Pálido rosto
Em sofrimento
Escondido.

Sórdido mal,
Dentro do corpo,
Velado.

Lágrimas soltas,
Pranto da alma,
Escorrido.

Lânguido braço,
Ás margens da cama,
Jogado.

Cálido órgão,
Pulsa no peito,
Incontido.

Fúlgido brilho,
Por todo quarto,
Emanado.

Sôfrego mal,
Força o corpo,
Abatido.

Súbito riso,
Na débil face,
Estampado.

Plácido corpo,
Brilhante alma,
Ascendida.

Trágico fado,
De alguém um dia,
Amado.

5 comentários:

bruno reis disse...

achei bem legal o poema, tem ritmo, estilo, ficou bem bacana mesmo! acho apenas que ele poderia ser um pouquinho mais curto apenas... apesar de não ver nenhuma estrofe problemática =/ sei lá, às vezes a gente tem que cortas coisa boa, mesmo com dor no coração, hehe
ai, nem sei li de novo e acho que ficou bom assim mesmo :) as vezes é questão de acostumar com o ritmo do poema mesmo.

quando ao meu poema: eu tb gosto muito da parte das portas, é realmente uma arte. odeio ser chamado de tolo por não abri-las todas, mas acho que não é sempre preciso abri-las pra saber o que há dentro.

Fábio Tsunami disse...

Gostei, só não consegui associar ao título

Marília Passos disse...

gostei do lugar ;) li textos antigos e gostei do contexto também.
o poema aí eu não vou dizer que gostei tb, pra nao me repetir xp
direi me gusta. hehehe brincadeira, gostou sim, eu :)
passear mais aqui =*

Anônimo disse...

muito legal, Pedro
gostei mesmo
hesito um pouco em comentários estilísticos pq eu não sou uma profunda conhecedora
mas aí está minha humilde opinião,
Lia

Anônimo disse...

gostei.
já pensaste em participar de concursos? :D