domingo, novembro 26, 2006

Aberração

Dedico este poema a uma amiga aberração, como todos nós, Irina.

Se eu sonho, sou lunático.
Se des-sonho, sou desiludido.
Se eu choro, sou decadente.
Se rio, sou sádico.
Se eu penso, sou muito coerente.
Se des-penso, sou insensato.
Se eu canto, sou desafinado.
Se danço, sou desajeitado.
Se eu gosto, sou maníaco.
Se desgosto, não tenho coração.
Por que ventura, então, haveria eu de existir,
Se aos olhos alheios sou aberração?
- Apenas viva por si só.

3 comentários:

Anônimo disse...

esses 'se's são sempre tão abrangentes, sempre se pode descobrir algo novo com eles :)

Anônimo disse...

Viver por si só não basta

Anônimo disse...

isso! viver se ligar pro que dizem. :)