Estava eu sem fazer absolutamente nada em meu lar, quando deu por mim uma vontade, daquelas que não descansam até serem atendidas. Diria um impulso, meu espírito intelectual estava sedento de letras e eu não as encontrava há tempos. Decidi abrir o velho baú de minha casa e procurar um bom livro para deleitar-me; de várias opções, quis um livro infantil, cansei-me desses contos sombrios e que nos trazem infelicidades. Decidi por "Pollyanna" de Eleanor Porter. O livro é muito bom, recheado de humor e felicidades, coisa para nos satisfazer a alma. Pena que não tenho mais a ingenuidade de antes... O fato é que, algo me interessou no livro, Pollyanna, a protagonista, desenvolveu com o falecido pai um jogo: o "jogo do contente". Falar-vos-ei um pouco sobre tão interessante jogo:
"- Que coisa esquisita menina, Miss Pollyanna! A senhora fica contente de tudo que acontece! observou a criada lembrando-se das cenas do quartinho.
A menina sorriu.
- Pois é do jogo. Não sabe?
- Do jogo? Que jogo?
- O "Jogo do contente", não conhece?
- Quem é que botou isso na sua cabeça, menina?
- Papai. Papai explicou-me esse jogo, que é lindo, disse Pollyanna. Em casa brincávamos disso, desde que eu era assimzinha. Depois ensinei-o às damas da Auxiliadora e elas também brincavam de ficar alegres.
- Como é? Eu não entendo muito de jogos.
Pollyanna sorriu de novo, porém com suspiro - e sua face sombreou-se.
- Começou com umas muletas que vieram na barrica do missionário.
- Muletas?
- Sim, muletas. Eu queria uma boneca e papai havia escrito que a mandassem, mas quando a barrica chegou, não havia boneca nenhuma dentro e sim um par de muletinhas para criança. Foi então que o jogo principiou.
- Mas não estou vendo nenhum jogo nisso, disse Nancy quase irritada.
- Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for, explicou Pollyanna com toda seriedade. E começamos com as muletinhas.
- Eu não vejo como se possa ficar alegre de encontrar muletas em vez de bonecas. Não entendo.
A menina bateu palmas.
- Pois aí está o jogo! Eu também não via no começo e papai teve de esplicar-me.
- Pois então me explique o que lhe explicou.
- Sim. Fiquei alegre justamente porque não precisava delas, gritou Pollyanna exultante. Veja como o jogo é fácil quande se sabe."
mostro-vos para que entendais acerca da felicidade em todas as cousas.
2 comentários:
lindo!
acho que vou também buscar o meu "pollyana" e relê-lo
:~)
grande beijo para ti ;*
Lia
é um livro muito bonitinho.
mas eu não jogo o "jogo do contente".
abraço o/
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