O eu vivia muito distante,
nas terras ermas e longínquas,
Queria apenas um instante,
Para encontrar a saída.
Do espelho sem faces.
O eu vivia meio irresoluto,
Pelas marcas que haviam,
Em seu corpo, em seu luto,
Pela morte,
De outra parte.
O eu ansiava pela transição,
Entre o aqui e o agora,
Para uma suposta superação,
De um dilema,
Inconstante.
O eu cansou de esperar,
Pelas voltas de um mundo,
Que não o queria encontrar,
Simplesmente debruçou-se,
Sobre os pensamentos,
E divagou.
O eu não estava taciturno,
Apenas cansado em demasia,
Em seus devaneios noturnos,
Em sua etena poesia,
Ele suspirava,
Pelo momento certo.
O eu descansa sereno ,
Em seu fardo carregado,
Em seu desterro terreno,
Só aguarda paciente,
O instante certo para dizer:
eu.
3 comentários:
li teu poema, poeta :]
eu, eu, eu... alzitônio, vc está aí?!
abraço o/
essa da beru foi ótima n.n
o poema tá lindo, pedro.
mesmo.
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