domingo, novembro 13, 2005

Insapiência

Não tenho palavras para expressar o que sinto, simplesmente elas não vêm...Toma-me de súbito um certo desespero ordinário, daqueles que valem tão menos quanto o seu criador. As palavras, ditosas e matreiras, são feito pombas: vêm quando querem para se alimentarem de nossa sabedoria e partem quando bem entenderem; eu não passo de um mantenedor de pássaros vagabundos e que, inexoravelmente, depende desses para viver. Aparece, pois, uma evidente antítese existêncial, marcada pelo apego ao "etéreo palavrear" e ao desapego (ou tentativa) ao cárcere "palavreário". Sendo assim, recuso-me a aceitar tal verdade e fecho-me em meu calar. Talvez assim não possa degolar esse silêncio com a navalha de minhas palavras supérfluas e imanentes a mim...

Um comentário:

Anônimo disse...

O.o

Profundo.