quarta-feira, outubro 26, 2005

Anjo caído


O que fazer eu devo,
Não quero que digas,
Não me deixe fadigas,
Na alma ou no corpo.

Deixa-me existir,
Somente e simplesmente,
Na noite profunda e no porvir,
Somente deixa que eu
[tente...

Deixa-me sucumbir,
Aos ritos inacabados,
De nosso destino,
De nossos fados.

Deixa-me penetrar,
Nem surda nem sorrateiramente,
No reino do caos,
Somente deixa-me ser mais um ausente
[ ou penitente...

Deixa-me sofrer,
Ao menos em meu pranto,
Ao menos em silêncio,
Que do riso se desfez em melancólico
[canto.

Deixa-me voar,
Voar, sim, para longe daqui,
Tão longe que ao céu ascenderei,
Pelo menos assim saberei que um dia vivi
[ou pereci.

2 comentários:

Anônimo disse...

That's just... sad.

P.s: father!....no!!!!!!

\o/

Anônimo disse...

P.s.s: a foto tá linda mesmo!