quarta-feira, março 13, 2019

Autumn

Morning (ad)ventures
Fallen leaves by the lake
Drifting through, swirling around
Not a single mistake
Red carpet of ecstasy - light and sound

Afternoon takes (place),
wild horses on the hill
Untamed rides, liberty is a child
Dark clouds, hooves stomping at will
Silence broken - the heart is wild

Night dazzles (in),
a tent and fireplace in the dark,
lonely fireflies, gazing the stars,
your love inprinted on me like a birthmark
From past lives to you I won so many wars.

segunda-feira, abril 16, 2018

Intermitent

I thought I knew about life,
You know, jumping on those stepping stones and avoiding the river,
Or like predicting the sunny sky after the storm,
But then it comes the unsuspecting storm,
I was almost like Dorothy, didn't expect the twister.
I have now nothing but delight in such a splendid festival of lightning, dust, wind and water.
Maybe deep inside it was everything I wanted
Blown away to Oz
Or to the brand new land of butterflies in the stomach.

segunda-feira, abril 09, 2018

Those two

To be listened with Yann Tiersen

Despite his hostile manner and heavy gestures
His gaze still bears a sweetness behind his eyes,
(Although it is difficult to see such childish glow by always diverting my gaze from his)
There is a mixture of pain and purity every time he says goodbye to me.
(hiding his face after securing the hug),
As if he foresees that one day we may not see each other,
As if he feared this day might come,
As it already arrived on a Sunday morning
(the walls that rise from the heart).
I just smile and let him hold my hand.
reinforcing that we will see each other again
Tomorrow, in a year, or maybe in another life.

segunda-feira, novembro 27, 2017

Aqueles dois

- para se ouvir ao som de Yann Tiersen
Apesar de seu ar hostil e gestos pesados
Seu olhar ainda carrega uma doçura por detrás dos olhos, 
(Embora seja difícil enxergar o brilho pueril por desviar sempre meu olhar do seu)
Há um misto de dor e pureza cada vez que se despede de mim
(escondendo o rosto após garantir o abraço),
Como se previsse que um dia talvez não venhamos a nos ver,
Como se temesse que esse dia chegue,
Como já lhe chegou em uma manhã de domingo
(os muros que se erguem no coração).
Apenas sorrio e deixo que segure em minha mão
reforço que voltaremos a nos ver
Amanhã, em um ano, ou quiçá em outra vida.

sábado, abril 29, 2017

Ishvara Pranidhana


Quando os olhos se fecham
E o corpo se recolhe como um botão ,
No silêncio profundo da escuridão,
Os sete pontos se alinham com o cosmos,
Os astros se dispõem em harmonia,
Aos poucos se ascende a energia,
Feito uma serpente cautelosa e esguia
O corpo vibra,a alma ressoa de excitação:
Desdobramento, espaço, tempo, epifania
O fulgor das existências em uma respiração,
O esplendor Daquele que a tudo permeia,
A gota que se funde no oceano de imensidão.

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

O mergulho

Ritmo dissoluto
nesse presente momento
no presente minuto
vou-me dissolvendo
em areias hostis
Até o fundo
sob correntes ardis
desse oceano
chamado amor.

segunda-feira, maio 02, 2016

O presente de Krishna

Ao entardecer de uma tarde plena, eis que o Senhor Krishna encontrava-se absorto tocando sua flauta - companheira inseparável- encostado a uma grande figueira de raízes protuberantes. As notas saíam doces e melodiosas de seus dedos hábeis e amainavam a floresta. Os animais também se aproximavam para ouvir aquele som. Tigres, bois, vacas, macacos, pássaros de todo tipos. Silenciosamente chegavam e admiravam a vibração que misteriosamente entrava em harmonia com o cosmos. Seres humanos que passavam pelas cercanias também sentiram a vibração cósmica e foram procurar a fonte de tamanho esplendor. Um rei, um brâmane e uma camponesa foram os felizardos. Ao aproximarem-se de Krishna, ainda espantados com a quantidade de animais e o silêncio que imperava na floresta, o reverenciaram e prostraram-se a seus pés. Percebendo a aproximação dos humanos, Krishna interrompeu sua melodia.
- Levantem-se, meus filhos. - Pediu docemente Krishna.
- Oh, amado, Senhor Krishna, todas as minhas riquezas não são suficientes para oferecer-lhe em troca do prazer proporcionado por tão doce melodia... - disse o rei enquanto lágrimas escorriam de sua face.
- Eu também, amado Senhor, lhe digo que nem todas as minhas orações e mantras juntos podem ser suficientes para tal intento. - disse o brâmane aos soluços.
- Não tenho nada a lhe oferecer, meu amado senhor, apenas minha humilde devoção. - falou a camponesa de cabeça baixa.
Neste momento, uma faísca brilhou nos olhos de Krishna. Com um sinal de cabeça, ele fez com que todos os animais voltassem à imensidão negra da floresta. O farfalhar das árvores e sons habituais voltaram a reinar. Ele então se sentou em cima da raiz da figueira e disse:
- Amanhã eu prepararei um banquete em celebração ao solstício de verão. Gostaria de que viessem amanhã até o topo do monte Govardhana e trouxessem alimentos. Eu ficarei muito feliz e darei um presente a quem trouxer o alimento mais auspicioso. - dizendo isso, o Senhor Krishna desapareceu sem que os três devotos pudessem perceber. Ao darem conta de que estavam a sós na escuridão da floresta, cada um tomou seu rumo.
No dia seguinte, cada um dos três devotos preparou o que tinha de melhor para levar ao Senhor Krishna. O rei havia encomendado os pratos mais caros e saborosos das redondezas e partiu para o monte Govardhana antes do entardecer com alguns servos que o carregavam e aos alimentos também. O brâmane esvaziou a despensa de sua casa e pediu que seus discípulos carregassem os alimentos partindo também para o monte Govardhana quando o sol já havia começado a se pôr. A camponesa não tinha quase nada que pudesse levar, tinha dois pedaços de pão velho que ela havia guardado para comer naquele dia. Decidiu levá-los e partiu para o monte quando o sol já estava a dividido ao meio no horizonte em seu crespúsculo.
Curiosamente, havia somente um único caminho rumo ao topo do monte Govardhana, mas nenhum dos três devotos cruzou caminhos. O Rei, logo no início da caminhada, deparou com um bezerro à beira da estrada. Estava sozinho e parecia com muita fome.
- Afastem esse animal do caminho e passemos logo, o Senhor Krishna nos espera! - bradou o rei aos seus servos. - o séquito passou célere pelo animal que agonizava de fome e partiu monte acima.
Ao mesmo tempo que aquilo acontecia, uma anciã em outro ponto do caminho, cruzou o caminho do brâmane e implorou por um pouco de comida:
- Oh, nobre senhor. Estou há muito tempo sem comer, poderias dar-me um pouco de comida?
O brâmane ouviu nervosamente o pedido da anciã. Enquanto apressava seus discípulos a acelerarem o passo da jornada, explicou para a senhora.
- Certamente que eu lhe ajudaria, mas sinto lhe informar que o que tenho disponível aqui é de propriedade do Senhor Krishna.
- O Deus Krishna? O Senhor que a tudo vê e sabe?
- Sim! Ele mesmo! - gritou o brâmane enquanto enxugava o suor da testa.
- Mas certamente ele cederia um pouco para uma pobre devota Dele!
- De jeito nenhum! Apresse o passo que logo chegarás na cidade! Tome e compre algo lá - O brâmane entregou duas moedas de cobre à senhora, que já parecia desfalecer de tanta fome, e partiu monte acima. A senhora agachou-se em prantos e assim permaneceu enquanto o brâmane subia o morro.
Também na mesma hora, em outro ponto da estrada, um menino desconsolado surgiu e interrogou a camponesa:
- Senhora! Podes dar algo para eu comer? Já não sei o que é comer faz tempo.
- Claro, meu filho, aproxime-se - e entregou um dos pedaços de pão ao menino. O pedaço foi imediatamente devorado.
- Ainda estou com muita fome, o que resta para mim? - a face do menino já parecia menos assustadora, uma leve aura de alegria permeava-lhe a face.
- Oh, ainda tenho um pedaço de pão... Ele seria oferecido a um Grande Mestre, mas creio que tu tens mais pressa. - E pôs seu último pedaço na boca da criança. Dando pulos de felicidade, a criança desceu a estrada entoando uma doce canção. A camponesa seguiu morro acima ainda atordoada pelo que acabava de acontecer.
Estranhamente, o caminho foi muito mais árduo e tortuoso para o rei. Seus servos estavam exaustos e não conseguiam mais carregar o banquete. Imploravam para ter um pouco da comida, mas foram enxotados pelo rei e saíram correndo. Da mesma forma, o brâmane caminhou horas a fio e não conseguia avistar o topo do monte. Seus discípulos caíram ao chão e pediram um pouco de água. O brâmane gritou que aquilo era um pecado sem tamanho e expulsou os discípulos da estrada. Apenas a camponesa rapidamente alcançou o topo da montanha. Avistou o Senhor Krishna sentado em posição de lótus sobre uma grande pedra. Ao seu redor, havia vários animais. Serenamente ele fala:
- Aconchegue-se, minha filha, estava esperando por ti.
E começa a tocar sua flauta uma melodia. A canção fez a camponesa esquecer de todos os seus problemas e a deixou em transe.
Horas depois, o rei e o brâmane chegam. Carregando os restos do banquete que antes haviam reservado, prostram-se diante de Krishna, que imediatamente para de tocar a flauta. A camponesa acorda como se despertasse de um sonho.
- Ora, vejamos. Agora que os três estão diante de mim, mostrem-me seus alimentos.
O rei, ainda resfolegando de tanto caminhar, abriu uma grande sacola que revelou vários tipos de frutas, verduras e sementes. Vendo o que lhe era ofertado, Krishna assume uma postura séria e brada em alta voz:
- Tinhas tudo isso e mesmo assim ainda não me alimentaste?!
- Como, meu amado Senhor? Aqui te trago minhas melhores frutas...
- Negaste comida para mim logo no início de tua jornada, eu estava sob a forma do bezerro. Meu corpo agonizava de fome! E mais tarde ainda negaste para mim, que estava sob a forma de teus servos!
- Oh, senhor, perdoai-me! - e prostra-se deitado ao chão.
- E tu, brâmane, que tens?
O brâmane estava assustado com a cena que presenciava. Abrindo uma bolsa de couro, desata a falar:
- Meu amado Krishna, aqui estão algumas frutas que trouxe para Ti.
Impassível, Krishna diz:
- Tu também me negaste comida quando eu estava sob a forma daquela anciã. Mais tarde ainda me negaste enquanto eu estava sob a forma de teus discípulos! Como me deixas desamparado dessa forma?
- Mas eu Te entreguei umas moedas para comprar dinheiro na cidade!
- Deves saber a diferença entre o agora e o porvir!
- Oh, senhor, tende piedade de mim! - e também se prostra diante de Krishna.
- E tu, minha filha, que tens para mim?
- Nada, meu Senhor. Nada! - e desata em choro. Krishna a abraça e diz:
- É aí que te enganas. Foi quando mais precisei que me alimentaste sob a forma de um garoto. Tu trouxeste o mais valioso alimento que poderia pedir a um filho meu, o amor. Que isto lhes sirva de lição, rei e brâmane! Agora vão, a jornada de vocês continua!
Os dois devotos saíram de cabeça baixa morro abaixo. A camponesa não acredita no que via. Dois devotos ditos de classe superior a ela partiam e ela, uma simples moça do campo, ficou ao lado de Krishna.
- Dize-me agora, pequena, o que queres de mim? Riquezas? Salvação? Libertação dos tormentos da reencarnação?
A camponesa então prostra-se diante de Krishna e sem hesitar lhe pede:
- Oh, meu amado Senhor. Eu só gostaria de poder Te acompanhar aonde fores!
- Que assim seja.
E partiram para outros mundos.



sexta-feira, abril 08, 2016

O retorno ao Eterno

Lembra que apesar da tempestade lá fora
Algo eterno e puro reside dentro de ti
Em perfeita paz, em sereno estado
A mais pura joia: o esplendor do Espírito
Lembra que Ele está a esperar-te
O eterno retorno se torna o retorno ao Eterno.

Om, Shanti, Shanti, Shanti.

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Eu queria te ligar nesta tarde de domingo pra te convidar. Sei que tens preguiça e que é domingo, mas vamos, dá uma forcinha. O dia lá fora já desponta, o sol ascende e as mães protegem as crianças da luz intensa. Consigo imaginar-te deitado de cabeça pra baixa, segurando o celular com aquele jeito que só tu o fazes. O sorriso de desdém levemente escancarado do lado direito de tua boca, por onde passa por perto aquela tua covinha que me derrete todo ao ser vista.
"Mas a cortina mal foi aberta, e a água do café ainda não foi fervida."
 Nada que não se resolva. Passo em dois minutos em tua casa e abro tuas cortinas, tuas janelas, deixo a brisa e a luz entrar. Fervo tua água, passo o café, passo as horas e dias contigo. Quero que venhas e desbrave esses ares comigo, nos vales e montanhas. Eu só queria que você pudesse saber desse amor maior que eu que me instiga nesta tarde de domingo...

Banho de mar

Abra seus braços e receba as águas seculares
Feche seus olhos e sinta o que cada gota quer transmitir
Cada carta de amor escrita que não foi postada
Cada adeus pensado mas nunca antes dito
Cada música composta mas nunca, nunca tocada
O beijo cuidadosamente premeditado e nunca consumido
Deixa que se esparrame pelo teu ser
E transforma essa dor de volta ao que era antes
Deixa que as lágrimas tornem esse mar
Em oceano de luz
Assim toda tristeza remanescente
Se reduz.

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Me dá tua mão

Ouvista da tempestade que urge das ruas:
o mundo vai cair, tempos inglórios virão!
Pois eu apenas te envolvo na verdade nua:
a jornada aqui só começa, vinde, meu irmão.

segunda-feira, setembro 28, 2015

O eclipse

Noite profunda,
Silêncio erigido,
Vasto é o céu,
Vão é o ser humano,
Infinitas as nuvens,
Infinitos os desejos,
Dorsos ao chão,
Pés estendidos,
Sangue embebido,
Pelo satélite,
Rubro curtido,
Épico vendaval,
Medo do escuro,
Medo do novo,
Vão é o desejo,
Definha o eclipse,
Nasce a alvorada,
De um novo dia.

segunda-feira, junho 29, 2015

Júpiter e vênus


Juntos e tão distantes,
amaldiçoados ou benzidos:
Júpiter e vênus - falsas estrelas.
Será que só no céu veremos:
A paixão e o amor,
A imensidão e a beleza,
em um ponto unidos?


domingo, junho 07, 2015

I am, je suis, eu sou

Eu sou a mão que te conduz no escuro
Eu sou a mãe que lhe oferece colo quando choras
Eu sou o pai lhe é ausente quando estás só
Eu sou a dádiva que abençoa tuas obras
Eu sou o sol que te aquece a alma
Eu sou o rio que banha teu corpo e mata tua sede
Eu sou a palavra de consolo de teus erros
Eu sou o abraço terno de perdão
Eu sou a consciência cósmica que a tudo permeia
Eu sou o caminho, a verdade e a vida
Eu sou Krishna.

terça-feira, junho 02, 2015

The lovers

Por que eu sinto que tu estás por vir?
Sinto o respirar leve em teu peito,
Um arfar quase doce e paciente,
O meneio lento de tua cabeça,
A quase repousar sobre meu ombro,
O calor de tuas mãos quase a tocar nas minhas
O calor de teu corpo no meu
Nossas vidas quase entrelaçadas
Nossas almas já a se reconhecerem
Não te conheço, mas já sei quem és
Aproxima-te,
Vem ao teu inexorável fado
É chegada a hora,
Meu amor.

sexta-feira, abril 17, 2015

Confissão

  Eu amo o jeito que você acorda de manhã e me lança aquele olhar de "vamos ficar só mais um pouquinho aqui". Me derramo suave na cama e me espalho por cada centímetro de você. Eu amo como você sempre consegue melhorar meu humor, nem que seja um pouquinho. Você sabe contar as piadas - sim, aquelas que ninguém ri - que só eu rio. Eu rio, eu mar, eu oceano, eu gota por gota de você. Eu em você, você em mim, nós líquidos e entrecordados pelos fios infinitos e misteriosos do Universo. A conspiração foi maior que nós aquele dia em que você apareceu em minha vida. Eu amei desde a primeira vez que te vi. Amei a paixão com que teus olhos brilhavam ao você falar de sua vida. Tua paixão pela tua vida acendeu a paixão em mim. Traze-me um pouco desse fogo que irradia do teu peito. Suas gargalhadas ecoando pelas paredes frias do meu apartamento como fogo-fátuos em noite sem luar. Chamuscando cada canto da cozinha e da sala, menos do quarto, esse já era chama pura. Eu amo as conversas curtas que temos quando estamos ocupados com os eternos afazeres de gente-grande. Aquelas conversas que quando se alongam revelam uma profundida tamanha. As palavras saindo de nossas bocas e se entrelaçando - fios invisíveis - entre nossas almas. Você falando de nosso amor vir de outras vidas e coisa e tal. Eu fingindo não acreditar e brincando que aquilo era coisa de filme de sessão da tarde. Mas no fundo eu acreditava, na verdade eu ainda acredito. Como podemos ser assim? Virmos de tão longe há tanto tempo e estarmos aqui neste momento?  Eu amo tua fala ébria quando tomamos vinho e assistimos filmes-de-se-ver-acompanhado. Mal acompanhando o filme, esquecendo a história do filme para terminarmos na nossa própria história. História leve feito brisa de mar. Há quantas brisas nessa mansidão que emana de tuas mãos? O ar rarefeito da ansiedade de te encontrar (e do medo de te perder). E o ar úmido e fresco de saber que somos livres. Você e eu, juntos ou não, mas livres. Eu amo quando deitamos na terra nua e nos abraçamos fitando o céu estrelado. A terra que nos nutre e nos permite amar. Sólida como as imagens que guardo de nós. Com elas posso desenhar por um deserto inteiro, por centenas de dunas, todas as cenas nossas. Feito um filme rústico que pode ser visto de satélite, ou da lua. Ou do que você desejar. Eu amo a maneira com que você lê como essa história acaba. Nem acabando tão bem quanto pensávamos, mas sem terminar o amor. Esse não tem fim...

sexta-feira, março 06, 2015

We are one

come on, let me make you feel uncomfortable with,
all the things we are: me and you, or myself and yourself,
let me tear the selfs apart from the my's and your's
let the self gradually emerge from our deepest places
hidden underneath our fears, dogmas and false love,
Let the true love overflow from your inner self
Let the You and I be the masters of the universe
For We are One.

domingo, fevereiro 22, 2015

O punhal de prata

Vai, destaca esse punhal do alforje,
punhal de prata ofuscando ao sol,
desfere a ferida derradeira em mim
A ferida que há muito já se abrira
E desatara esse oceano que agora vês
Inundando a mim e a ti, num turbilhão
Vemo-nós imóveis
Eu, você, o oceano, a ferida e a adaga
O sangue jorrando por todas as faces
que já tivemos
O vinho vertido das escadarias
do castelo em que vivíamos
Esse sonho lúcido.
Vai, destaca esse punhal
que a lua já é plena na noite.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Vivendo no eterno retorno
despertando a consciência
para o retorno ao Eterno.

domingo, dezembro 21, 2014

Pensamento

Pequenos e indispensáveis
como átomos em cordilheiras
somos filhos de algo
maior que nossas imaginações
a ponta do iceberg
na imensidão do oceano cósmico.