Eu queria te ligar nesta tarde de domingo pra te convidar. Sei que tens preguiça e que é domingo, mas vamos, dá uma forcinha. O dia lá fora já desponta, o sol ascende e as mães protegem as crianças da luz intensa. Consigo imaginar-te deitado de cabeça pra baixa, segurando o celular com aquele jeito que só tu o fazes. O sorriso de desdém levemente escancarado do lado direito de tua boca, por onde passa por perto aquela tua covinha que me derrete todo ao ser vista.
"Mas a cortina mal foi aberta, e a água do café ainda não foi fervida."
Nada que não se resolva. Passo em dois minutos em tua casa e abro tuas cortinas, tuas janelas, deixo a brisa e a luz entrar. Fervo tua água, passo o café, passo as horas e dias contigo. Quero que venhas e desbrave esses ares comigo, nos vales e montanhas. Eu só queria que você pudesse saber desse amor maior que eu que me instiga nesta tarde de domingo...
sexta-feira, janeiro 29, 2016
Banho de mar
Abra seus braços e receba as águas seculares
Feche seus olhos e sinta o que cada gota quer transmitir
Cada carta de amor escrita que não foi postada
Cada adeus pensado mas nunca antes dito
Cada música composta mas nunca, nunca tocada
O beijo cuidadosamente premeditado e nunca consumido
Deixa que se esparrame pelo teu ser
E transforma essa dor de volta ao que era antes
Deixa que as lágrimas tornem esse mar
Em oceano de luz
Assim toda tristeza remanescente
Se reduz.
Feche seus olhos e sinta o que cada gota quer transmitir
Cada carta de amor escrita que não foi postada
Cada adeus pensado mas nunca antes dito
Cada música composta mas nunca, nunca tocada
O beijo cuidadosamente premeditado e nunca consumido
Deixa que se esparrame pelo teu ser
E transforma essa dor de volta ao que era antes
Deixa que as lágrimas tornem esse mar
Em oceano de luz
Assim toda tristeza remanescente
Se reduz.
quarta-feira, dezembro 02, 2015
Me dá tua mão
Ouvista da tempestade que urge das ruas:
o mundo vai cair, tempos inglórios virão!
Pois eu apenas te envolvo na verdade nua:
a jornada aqui só começa, vinde, meu irmão.
o mundo vai cair, tempos inglórios virão!
Pois eu apenas te envolvo na verdade nua:
a jornada aqui só começa, vinde, meu irmão.
segunda-feira, setembro 28, 2015
O eclipse
Noite profunda,Silêncio erigido,
Vasto é o céu,
Vão é o ser humano,
Infinitas as nuvens,
Infinitos os desejos,
Dorsos ao chão,
Pés estendidos,
Sangue embebido,
Pelo satélite,
Rubro curtido,
Épico vendaval,
Medo do escuro,
Medo do novo,
Vão é o desejo,
Definha o eclipse,
Nasce a alvorada,
De um novo dia.
segunda-feira, junho 29, 2015
Júpiter e vênus
domingo, junho 07, 2015
I am, je suis, eu sou
Eu sou a mão que te conduz no escuro
Eu sou a mãe que lhe oferece colo quando choras
Eu sou o pai lhe é ausente quando estás só
Eu sou a dádiva que abençoa tuas obras
Eu sou o sol que te aquece a alma
Eu sou o rio que banha teu corpo e mata tua sede
Eu sou a palavra de consolo de teus erros
Eu sou o abraço terno de perdão
Eu sou a consciência cósmica que a tudo permeia
Eu sou o caminho, a verdade e a vida
Eu sou Krishna.
Eu sou a mãe que lhe oferece colo quando choras
Eu sou o pai lhe é ausente quando estás só
Eu sou a dádiva que abençoa tuas obras
Eu sou o sol que te aquece a alma
Eu sou o rio que banha teu corpo e mata tua sede
Eu sou a palavra de consolo de teus erros
Eu sou o abraço terno de perdão
Eu sou a consciência cósmica que a tudo permeia
Eu sou o caminho, a verdade e a vida
Eu sou Krishna.
terça-feira, junho 02, 2015
The lovers
Por que eu sinto que tu estás por vir?
Sinto o respirar leve em teu peito,
Um arfar quase doce e paciente,
O meneio lento de tua cabeça,
A quase repousar sobre meu ombro,
O calor de tuas mãos quase a tocar nas minhas
O calor de teu corpo no meu
Nossas vidas quase entrelaçadas
Nossas almas já a se reconhecerem
Não te conheço, mas já sei quem és
Aproxima-te,
Vem ao teu inexorável fado
É chegada a hora,
Meu amor.
Sinto o respirar leve em teu peito,
Um arfar quase doce e paciente,
O meneio lento de tua cabeça,
A quase repousar sobre meu ombro,
O calor de tuas mãos quase a tocar nas minhas
O calor de teu corpo no meu
Nossas vidas quase entrelaçadas
Nossas almas já a se reconhecerem
Não te conheço, mas já sei quem és
Aproxima-te,
Vem ao teu inexorável fado
É chegada a hora,
Meu amor.
sexta-feira, abril 17, 2015
Confissão
Eu amo o jeito que você acorda de manhã e me lança aquele olhar de "vamos ficar só mais um pouquinho aqui". Me derramo suave na cama e me espalho por cada centímetro de você. Eu amo como você sempre consegue melhorar meu humor, nem que seja um pouquinho. Você sabe contar as piadas - sim, aquelas que ninguém ri - que só eu rio. Eu rio, eu mar, eu oceano, eu gota por gota de você. Eu em você, você em mim, nós líquidos e entrecordados pelos fios infinitos e misteriosos do Universo. A conspiração foi maior que nós aquele dia em que você apareceu em minha vida. Eu amei desde a primeira vez que te vi. Amei a paixão com que teus olhos brilhavam ao você falar de sua vida. Tua paixão pela tua vida acendeu a paixão em mim. Traze-me um pouco desse fogo que irradia do teu peito. Suas gargalhadas ecoando pelas paredes frias do meu apartamento como fogo-fátuos em noite sem luar. Chamuscando cada canto da cozinha e da sala, menos do quarto, esse já era chama pura. Eu amo as conversas curtas que temos quando estamos ocupados com os eternos afazeres de gente-grande. Aquelas conversas que quando se alongam revelam uma profundida tamanha. As palavras saindo de nossas bocas e se entrelaçando - fios invisíveis - entre nossas almas. Você falando de nosso amor vir de outras vidas e coisa e tal. Eu fingindo não acreditar e brincando que aquilo era coisa de filme de sessão da tarde. Mas no fundo eu acreditava, na verdade eu ainda acredito. Como podemos ser assim? Virmos de tão longe há tanto tempo e estarmos aqui neste momento? Eu amo tua fala ébria quando tomamos vinho e assistimos filmes-de-se-ver-acompanhado. Mal acompanhando o filme, esquecendo a história do filme para terminarmos na nossa própria história. História leve feito brisa de mar. Há quantas brisas nessa mansidão que emana de tuas mãos? O ar rarefeito da ansiedade de te encontrar (e do medo de te perder). E o ar úmido e fresco de saber que somos livres. Você e eu, juntos ou não, mas livres. Eu amo quando deitamos na terra nua e nos abraçamos fitando o céu estrelado. A terra que nos nutre e nos permite amar. Sólida como as imagens que guardo de nós. Com elas posso desenhar por um deserto inteiro, por centenas de dunas, todas as cenas nossas. Feito um filme rústico que pode ser visto de satélite, ou da lua. Ou do que você desejar. Eu amo a maneira com que você lê como essa história acaba. Nem acabando tão bem quanto pensávamos, mas sem terminar o amor. Esse não tem fim...
sexta-feira, março 06, 2015
We are one
come on, let me make you feel uncomfortable with,
all the things we are: me and you, or myself and yourself,
let me tear the selfs apart from the my's and your's
let the self gradually emerge from our deepest places
hidden underneath our fears, dogmas and false love,
Let the true love overflow from your inner self
Let the You and I be the masters of the universe
For We are One.
all the things we are: me and you, or myself and yourself,
let me tear the selfs apart from the my's and your's
let the self gradually emerge from our deepest places
hidden underneath our fears, dogmas and false love,
Let the true love overflow from your inner self
Let the You and I be the masters of the universe
For We are One.
domingo, fevereiro 22, 2015
O punhal de prata
Vai, destaca esse punhal do alforje,
punhal de prata ofuscando ao sol,
desfere a ferida derradeira em mim
A ferida que há muito já se abrira
E desatara esse oceano que agora vês
Inundando a mim e a ti, num turbilhão
Vemo-nós imóveis
Eu, você, o oceano, a ferida e a adaga
O sangue jorrando por todas as faces
que já tivemos
O vinho vertido das escadarias
do castelo em que vivíamos
Esse sonho lúcido.
Vai, destaca esse punhal
que a lua já é plena na noite.
punhal de prata ofuscando ao sol,
desfere a ferida derradeira em mim
A ferida que há muito já se abrira
E desatara esse oceano que agora vês
Inundando a mim e a ti, num turbilhão
Vemo-nós imóveis
Eu, você, o oceano, a ferida e a adaga
O sangue jorrando por todas as faces
que já tivemos
O vinho vertido das escadarias
do castelo em que vivíamos
Esse sonho lúcido.
Vai, destaca esse punhal
que a lua já é plena na noite.
quarta-feira, janeiro 07, 2015
domingo, dezembro 21, 2014
Pensamento
Pequenos e indispensáveis
como átomos em cordilheiras
somos filhos de algo
maior que nossas imaginações
a ponta do iceberg
na imensidão do oceano cósmico.
como átomos em cordilheiras
somos filhos de algo
maior que nossas imaginações
a ponta do iceberg
na imensidão do oceano cósmico.
segunda-feira, dezembro 01, 2014
quarta-feira, novembro 19, 2014
segunda-feira, novembro 17, 2014
Oração a Shiva
Om Namah Shivaya,
A Ti, Senhor, eu me rendo,
A Ti, Senhor, eu me entrego,
Guia-me mansamente,
A Tuas vastidões sem fim,
Plenas de Teu amor
Sou Teu cálice de marfim
Que transborda em louvor,
Vou cantando e dançando assim
Por teu nome sem temor.
Já há mais trevas nem incertezas,
Contigo venço as batalhas internas
Tudo se esclarece à Tua Luz
Tudo se dissolve ao Teu clarão
Essa rendição ao verdadeiro eu
Desfaz de maya a ilusão
Comungo em paz de espírito
Unindo minha mente a Tudo,
E o Tudo que és Tu, Senhor.
Om Namah Shivaya!
A Ti, Senhor, eu me rendo,
A Ti, Senhor, eu me entrego,
Guia-me mansamente,
A Tuas vastidões sem fim,
Plenas de Teu amor
Sou Teu cálice de marfim
Que transborda em louvor,
Vou cantando e dançando assim
Por teu nome sem temor.
Já há mais trevas nem incertezas,
Contigo venço as batalhas internas
Tudo se esclarece à Tua Luz
Tudo se dissolve ao Teu clarão
Essa rendição ao verdadeiro eu
Desfaz de maya a ilusão
Comungo em paz de espírito
Unindo minha mente a Tudo,
E o Tudo que és Tu, Senhor.
Om Namah Shivaya!
domingo, setembro 21, 2014
O sonho lúcido
Minha vida até agora tinha sido um sonho. As teias de Maya tecidas lentamente desde o momento de meu nascimento me deixaram enervado e confortável no meu próprio mundo. Tudo me era suficiente e oco, opaco. Foi quando eu aprendi os ensinamentos da Ayahuaska que o véu caiu. Era um véu diáfano, mas que me impedia a visão plena. Desde criança eu sentia a vocação para o Grande Dissolutor. Sempre tive visões de Lorde Shiva em seu trabalho interminável e incansável para a criação e destruição do Cosmos. O processo apenas foi acelerado pela planta de poder.
Hoje acordei em um jardim iluminado, repleto de flores e águas cristalinas. Estava um pouco tonto e fraco pela transformação, havia vomitado um fluido de todas as cores ao luar. Estava recostado perto do regato enquanto ouvia a Canção que se renova de tempos em tempos. Resolvi procurar de onde vinha o som e era Lorde Shiva cantando e dançando, enquanto sua esposa e as outras deidades dançavam também. A música era cíclica, mântrica e tântrica. Seu poder era inegável. A cada harmônico e acorde a Terra vibrava, os átomos e moléculas entravam em sintonia. A respiração da vida emanada de Shiva percorria a tudo tão rápido quanto a velocidade da luz, em pulsos luminosos de vida e esplendor. Eu podia sentir toda paz e compaixão que o Senhor tinha e o quanto ele estava feliz por eu tê-lo reconhecido finalmente. Ele me acolhia terno em seus braços e eu sorria por dentro e por fora de mim - era a confirmação de que aquilo era a Verdade.
Todo ato diário, quando realizado com propósito e fé, torna-se um ato sagrado. O trabalho, o caminhar, até mesmo a respiração são uma forma de agradecimento velado pela Divindade. O peso da realidade torna-se tão leve e insustentável que o tempo acaba passando em um piscar de olhos. A fronteira espaço-temporal é tênue conforme nossa frequência vibracional aumenta. Deixa que Lorde Shiva te ajude a dissolver teu próprio ego, liberta teus medos e incertezas, tuas barreiras mentais e físicas e emocionais. Faça do teu dia-a-dia uma veneração de luz. Om Namah Shivaya!
Hoje acordei em um jardim iluminado, repleto de flores e águas cristalinas. Estava um pouco tonto e fraco pela transformação, havia vomitado um fluido de todas as cores ao luar. Estava recostado perto do regato enquanto ouvia a Canção que se renova de tempos em tempos. Resolvi procurar de onde vinha o som e era Lorde Shiva cantando e dançando, enquanto sua esposa e as outras deidades dançavam também. A música era cíclica, mântrica e tântrica. Seu poder era inegável. A cada harmônico e acorde a Terra vibrava, os átomos e moléculas entravam em sintonia. A respiração da vida emanada de Shiva percorria a tudo tão rápido quanto a velocidade da luz, em pulsos luminosos de vida e esplendor. Eu podia sentir toda paz e compaixão que o Senhor tinha e o quanto ele estava feliz por eu tê-lo reconhecido finalmente. Ele me acolhia terno em seus braços e eu sorria por dentro e por fora de mim - era a confirmação de que aquilo era a Verdade.
Todo ato diário, quando realizado com propósito e fé, torna-se um ato sagrado. O trabalho, o caminhar, até mesmo a respiração são uma forma de agradecimento velado pela Divindade. O peso da realidade torna-se tão leve e insustentável que o tempo acaba passando em um piscar de olhos. A fronteira espaço-temporal é tênue conforme nossa frequência vibracional aumenta. Deixa que Lorde Shiva te ajude a dissolver teu próprio ego, liberta teus medos e incertezas, tuas barreiras mentais e físicas e emocionais. Faça do teu dia-a-dia uma veneração de luz. Om Namah Shivaya!
segunda-feira, setembro 01, 2014
O amor: parte II
Vem, me dá tua mão
Fecha os olhos e abra todo o resto:
os sentidos, o coração
Vem e sejamos um, eu e você: nós
Abraça-me com teus braços infinitos
extensões de vários eus
que se desencontraram
ao longo das existências
Sinta o fio eterno que nos conecta
ao ar, à água, à terra.
E nos enraiza no Cosmos, No Todo.
Não, não digas teu nome
Sejamos infinitos,
Tenhamos todos os nomes
De todas as coisas
De todos os seres,
E ao mesmo tempo
Nenhum
O desapego sem fim
O amor mais puro.
Fecha os olhos e abra todo o resto:
os sentidos, o coração
Vem e sejamos um, eu e você: nós
Abraça-me com teus braços infinitos
extensões de vários eus
que se desencontraram
ao longo das existências
Sinta o fio eterno que nos conecta
ao ar, à água, à terra.
E nos enraiza no Cosmos, No Todo.
Não, não digas teu nome
Sejamos infinitos,
Tenhamos todos os nomes
De todas as coisas
De todos os seres,
E ao mesmo tempo
Nenhum
O desapego sem fim
O amor mais puro.
segunda-feira, agosto 18, 2014
Amor: parte I
Eu e você, você e eu
unidos sob a imensidão do mesmo céu
cujos caminhos e inscrições já foram
decifrados pelos nossos corações.
Nada é preciso ser falado,
Nada é preciso ser descrito,
Nossos olhos já falam o que vem de dentro
O que vem de outras vindas.
Me dá tua mão e vamos,
Seguindo juntos nessa estrada,
Com fé, ardor e confiança,
nesse amor maior que todos nós.
unidos sob a imensidão do mesmo céu
cujos caminhos e inscrições já foram
decifrados pelos nossos corações.
Nada é preciso ser falado,
Nada é preciso ser descrito,
Nossos olhos já falam o que vem de dentro
O que vem de outras vindas.
Me dá tua mão e vamos,
Seguindo juntos nessa estrada,
Com fé, ardor e confiança,
nesse amor maior que todos nós.
quarta-feira, agosto 13, 2014
terça-feira, agosto 12, 2014
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