sexta-feira, março 06, 2015

We are one

come on, let me make you feel uncomfortable with,
all the things we are: me and you, or myself and yourself,
let me tear the selfs apart from the my's and your's
let the self gradually emerge from our deepest places
hidden underneath our fears, dogmas and false love,
Let the true love overflow from your inner self
Let the You and I be the masters of the universe
For We are One.

domingo, fevereiro 22, 2015

O punhal de prata

Vai, destaca esse punhal do alforje,
punhal de prata ofuscando ao sol,
desfere a ferida derradeira em mim
A ferida que há muito já se abrira
E desatara esse oceano que agora vês
Inundando a mim e a ti, num turbilhão
Vemo-nós imóveis
Eu, você, o oceano, a ferida e a adaga
O sangue jorrando por todas as faces
que já tivemos
O vinho vertido das escadarias
do castelo em que vivíamos
Esse sonho lúcido.
Vai, destaca esse punhal
que a lua já é plena na noite.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Vivendo no eterno retorno
despertando a consciência
para o retorno ao Eterno.

domingo, dezembro 21, 2014

Pensamento

Pequenos e indispensáveis
como átomos em cordilheiras
somos filhos de algo
maior que nossas imaginações
a ponta do iceberg
na imensidão do oceano cósmico.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

quarta-feira, novembro 19, 2014

Let not anyone else know how deeply you feel for the Lord. The Master of the Universe knows of your love; don't display it before others, or you may lose it.
- Sri Sri Paramahansa Yogananda
"Man's Eternal Quest"

segunda-feira, novembro 17, 2014

Oração a Shiva

Om Namah Shivaya,
A Ti, Senhor, eu me rendo,
A Ti, Senhor, eu me entrego,
Guia-me mansamente,
A Tuas vastidões sem fim,
Plenas de Teu amor
Sou Teu cálice de marfim
Que transborda em louvor,
Vou cantando e dançando assim
Por teu nome sem temor.
Já há mais trevas nem incertezas,
Contigo venço as batalhas internas
Tudo se esclarece à Tua Luz
Tudo se dissolve ao Teu clarão
Essa rendição ao verdadeiro eu
Desfaz de maya a ilusão
Comungo em paz de espírito
Unindo minha mente a Tudo,
E o Tudo que és Tu, Senhor.
Om Namah Shivaya!

domingo, setembro 21, 2014

O sonho lúcido

Minha vida até agora tinha sido um sonho. As teias de Maya tecidas lentamente desde o momento de meu nascimento me deixaram enervado e confortável no meu próprio mundo. Tudo me era suficiente e oco, opaco. Foi quando eu aprendi os ensinamentos da Ayahuaska que o véu caiu. Era um véu diáfano, mas que me impedia a visão plena. Desde criança eu sentia a vocação para o Grande Dissolutor. Sempre tive visões de Lorde Shiva em seu trabalho interminável e incansável para a criação e destruição do Cosmos. O processo apenas foi acelerado pela planta de poder.
Hoje acordei em um jardim iluminado, repleto de flores e águas cristalinas. Estava um pouco tonto e fraco pela transformação, havia vomitado um fluido de todas as cores ao luar. Estava recostado perto do regato enquanto ouvia a Canção que se renova de tempos em tempos. Resolvi procurar de onde vinha o som e era Lorde Shiva cantando e dançando, enquanto sua esposa e as outras deidades dançavam também. A música era cíclica, mântrica e tântrica. Seu poder era inegável. A cada harmônico e acorde a Terra vibrava, os átomos e moléculas entravam em sintonia. A respiração da vida emanada de Shiva percorria a tudo tão rápido quanto a velocidade da luz, em pulsos luminosos de vida e esplendor. Eu podia sentir toda paz e compaixão que o Senhor tinha e o quanto ele estava feliz por eu tê-lo reconhecido finalmente. Ele me acolhia terno em seus braços e eu sorria por dentro e por fora de mim - era a confirmação de que aquilo era a Verdade.
Todo ato diário, quando realizado com propósito e fé, torna-se um ato sagrado. O trabalho, o caminhar, até mesmo a respiração são uma forma de agradecimento velado pela Divindade. O peso da realidade torna-se tão leve e insustentável que o tempo acaba passando em um piscar de olhos. A fronteira espaço-temporal é tênue conforme nossa frequência vibracional aumenta. Deixa que Lorde Shiva te ajude a dissolver teu próprio ego, liberta teus medos e incertezas, tuas barreiras mentais e físicas e emocionais. Faça do teu dia-a-dia uma veneração de luz. Om Namah Shivaya!

segunda-feira, setembro 01, 2014

O amor: parte II

Vem, me dá tua mão
Fecha os olhos e abra todo o resto:
os sentidos, o coração
Vem e sejamos um, eu e você: nós
Abraça-me com teus braços infinitos
extensões de vários eus
que se desencontraram
ao longo das existências
Sinta o fio eterno que nos conecta
ao ar, à água, à terra.
E nos enraiza no Cosmos, No Todo.
Não, não digas teu nome
Sejamos infinitos,
Tenhamos todos os nomes
De todas as coisas
De todos os seres,
E ao mesmo tempo
Nenhum
O desapego sem fim
O amor mais puro.

segunda-feira, agosto 18, 2014

Amor: parte I

Eu e você, você e eu
unidos sob a imensidão do mesmo céu
cujos caminhos e inscrições já foram
decifrados pelos nossos corações.

Nada é preciso ser falado,
Nada é preciso ser descrito,
Nossos olhos já falam o que vem de dentro
O que vem de outras vindas.

Me dá tua mão e vamos,
Seguindo juntos nessa estrada,
Com fé, ardor e confiança,
nesse amor maior que todos nós.

quarta-feira, agosto 13, 2014

Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado. Tudo é maya / ilusão. Ou samsara / círculo vicioso.
- Caio F. Abreu em "Carta ao Zézim"

terça-feira, agosto 12, 2014

Don’t surrender your loneliness so quickly
let it cut more deep. Let it ferment and
season you as few human or even
divine ingredients can
Something missing in my heart tonight
has made my eyes so soft
my voice so tender my need of good
absolutely clear.
✻.ღ.*.Rumi.*.ღ.✻

SEMPRE SEGUIR

Leo Artese

Pra seguir neste caminho
É ter calma e paciência
Elevar o pensamento
Expandir a consciência

Pra seguir nesta estrada
Vou te dar Força e coragem
Pra enfrentar sua verdade
E deixar o que for bobagem

Vai seguindo esse caminho
Que agora eu te mostro
Preste muita atenção
Faça sempre como eu gosto

No final dessa história
Tem que haver um vencedor
Depois de duras batalhas
Quem vencerá é o amor

segunda-feira, junho 30, 2014

A cítara

O som da cítara vai assim sussurrando
o som que simula a síntese do ser

domingo, junho 22, 2014

Our love

My love for you was bigger than
the moon reflected on your iris
your soul reflected in my heart.

quarta-feira, junho 11, 2014

The Truth

We desperately seek the Truth outside ourselves
We truly believe that all the pathways we cross lead to the Truths
The fact is the Truth is within us and round about us
We're single particles of the Universe and
We make part of the Great Cosmic Force
There's only one way that lead to nothing but ourselves
Self enlightenment fatefully show us the Truth.

sexta-feira, maio 30, 2014

O paradoxo da existência

Vivo uma dualidade quase que terrível e insustentável.
A fronteira entre o sacro e o profano em minha vida é tão tênue, que muitas vezes me pergunto se um dia conseguirei pender para um lado. Ou talvez, o simples fato de eu viver nessa fronteira já seja um modo de viver. O convívio mais de perto com o acontecimento da morte - a passagem para o outro lado.  Saber que eu não verei quem amo mais - não nessa vida. Abriram-me caminhos de pensamento, ramificados e intrincados, que me fizeram duvidar fortemente da existência de Deus, ou Deusa, ou Força Cósmica que Rege o Universo. A dúvida nos faz crescer, eu gosto de duvidar da existência, mas ao mesmo tempo pensar que Meu Amparador não existe me deixa sem chão, desesperado. E nesse desespero e dúvida eu recorro aos prazeres terrenos, às ilusões de mediocridade: às drogas, ao sexo, ao ódio, à falsidade, às mentiras. E no meio desse desvairio, dessa tormenta sem fim e nefasta. Eu abro os olhos, como no meio de um oceano, e, ao abrir. A tormenta se esvai, as nuvens se afastam. E eu me vejo numa calmaria sem fim, o sol batendo leve nos meus olhos. E a vontade de agradecer à Grande Mãe pela minha existência se faz maior que minhas incertezas. Eu vivo uma dualidade quase que terrível, mas sustentável...

sábado, maio 24, 2014

VIDA ÂMBULA

- "âmbula - s.f as duas partes que formam uma ampulheta."

Sou em dois, assim sempre fui
Uma parte minha se preenche, se completa
A outra se desmancha, se dilui
nessa realidade, nessa vida discreta

Vou perambulando errante
enquanto me destruo e refaço
seguindo das estrelas a seta gigante
Em verdades fulminantes, em erros crassos.

quinta-feira, maio 08, 2014

VIENTOS DEL PUEBLO ME LLEVAN

    - Miguel Hernandez
    Vientos del pueblo me llevan,
    vientos del pueblo me arrastran,
    me esparcen el corazón
    y me aventan la garganta.

    Los bueyes doblan la frente,
    impotentemente mansa,
    delante de los castigos:
    los leones la levantan
    y al mismo tiempo castigan
    con su clamorosa zarpa.

    No soy de un pueblo de bueyes,
    que soy de un pueblo que embargan
    yacimientos de leones,
    desfiladeros de águilas
    y cordilleras de toros
    con el orgullo en el asta.
    Nunca medraron los bueyes
    en los páramos de España.
    ¿Quién habló de echar un yugo
    sobre el cuello de esta raza?
    ¿Quién ha puesto al huracán
    jamás ni yugos ni trabas,
    ni quién al rayo detuvo
    prisionero en una jaula?

    Asturianos de braveza,
    vascos de piedra blindada,
    valencianos de alegría
    y castellanos de alma,
    labrados como la tierra
    y airosos como las alas;
    andaluces de relámpagos,
    nacidos entre guitarras
    y forjados en los yunques
    torrenciales de las lágrimas;
    extremeños de centeno,
    gallegos de lluvia y calma,
    catalanes de firmeza,
    aragoneses de casta,
    murcianos de dinamita
    frutalmente propagada,
    leoneses, navarros, dueños
    del hambre, el sudor y el hacha,
    reyes de la minería,
    señores de la labranza,
    hombres que entre las raíces,
    como raíces gallardas,
    vais de la vida a la muerte,
    vais de la nada a la nada:
    yugos os quieren poner
    gentes de la hierba mala,
    yugos que habéis de dejar
    rotos sobre sus espaldas.
    Crepúsculo de los bueyes
    está despuntando el alba.

    Los bueyes mueren vestidos
    de humildad y olor de cuadra:
    las águilas, los leones
    y los toros de arrogancia,
    y detrás de ellos, el cielo
    ni se enturbia ni se acaba.
    La agonía de los bueyes
    tiene pequeña la cara,
    la del animal varón
    toda la creación agranda.

    Si me muero, que me muera
    con la cabeza muy alta.
    Muerto y veinte veces muerto,
    la boca contra la grama,
    tendré apretados los dientes
    y decidida la barba.

    Cantando espero a la muerte,
    que hay ruiseñores que cantan
    encima de los fusiles
    y en medio de las batallas.

quinta-feira, maio 01, 2014

A veia etérea



"Há uma gota de sangue em cada poema" já dizia Mário de Andrade.

Mesmo porque nossas vidas pulsam violentamente

Em rios sanguíneos que se cruzam e desencontram

E se amam e se odeiam

Num ciclo interminável