É junho, estação do frio. Esse é o ano da serpente e já desde o começo dele já pude sentir e pressentir as transformações pelas quais eu estaria passando. Este ano completarei o meu segundo ciclo astrológico, completarei 24 anos, não sei ao certo se isso tem relação com o que tem se passado dentro de mim ultimamente.
Uma miríade de sensações, pensamentos, vontades, desejos e impulsividades têm tomado conta de mim. Me pego no meio de situações inusitadas paralisado, absorto em meus próprios pensamentos. Ando tendo vários flashbacks de fatos que ocorreram nos anos passados próximos e também em anos mais distantes, datados de minha infância e pré-adolescência. Contudo essas coisas todas que têm acontecido não são aleatórias, estão todas interligadas por fios invisíveis que muitas vezes não percebo. Um fato pode desencadear um flashback de minha infância, como por exemplo, uma música me fez lembrar de quando eu escapulia do meu quarto em noites plenas para deitar-me entre meu pai e minha mãe na cama deles.
Tive uma sensação passageira de conforto e uma vontade súbita de abraçar meus pais independentemente de onde eles estivessem. Minha mãe está em Fortaleza e meu pai... bem, este está no plano espiritual olhando por mim.
Sentimentos poderosos têm tomado conta do meu ser durante períodos, alguns longos, outros breves como horas. Recentemente uma letargia me dominou por cerca de uma semana. Uma morosidade incontida, não tinha vontade de levantar da cama, de sair para comer, de ir para a faculdade ter aulas, de cantar no meu coral. Queria dormir para sempre na minha cama, distante de todos e de tudo, não me importando com o que os outros pensariam ou falariam. Não diria que era tristeza o que eu sentia, não, era algo neutro e desolador, uma neutralidade assustadora cristalizada em apatia.
Em contrapartida essa semana, um sentimento de poder e potencialidade têm me guiado. Meu orgulho se inflou tal qual o sol voltou a arder sobre a Terra. O brilho solar me despertou vários desejos quase que simultâneos de várias naturezas, sexuais, de trabalho, de música. Tive vontade de me cuidar mais, me organizar melhor, comprei até uma agenda, voltei a frequentar assiduamente a academia. E quanto à música, esqueci de mencionar o quanto ela tem me ajudado e me moldar e me descobrir nesses dias. O coral está preparando um musical dos beatles maravilhoso com músicas que fizeram parte de minha adolescência. Mandei vários vídeos para o Virtual Choir, um projeto fantástico que engloba pessoas do mundo todo e foi por meio dele que conheci algumas pessoas bastante interessantes. É nessas horas que percebo o quanto não estamos sozinhos e como somos todos diferentes, essas singularidades me fascinam.