
Hoje saí de casa inesperadamente, peguei minha bicicleta, meus fones de ouvido, meu mp3 e saí. Errei pelas ruas de minha cidade enquanto mergulhava em meus próprios pensamentos. E quando reparei, já estava no ponto mais alto da região, onde é possível ver todas as redondezas e, talvez o mais importante, o sol, que já estava a se pôr. Foi então que eu me lembrei há quanto tempo não saía para assistir a esse evento tão lindo, tão simbólico e mágico. Costumava sair com minha cachorrinha para a praia e assistir a agonia do sol, vê-lo desmanchar-se na abóbada celeste. É um momento tão rápido e tão belo. Muitas coisas se passaram na minha cabeça, muitos pôres-do-sol, muitas auroras. Reparei que tudo é tão pequeno perto dessa vastidão que é o mundo e a vida. Não vale a pena guardar o que nos faz mal, o que nos fez sofrer. E os momentos são como um crepúsculo, não voltarão só porque você quer uma vez que se foram. É claro que haverá novas auroras, novos amanheceres, e estes virão com novidades e você poderá vivê-los com mais maturidade. Abri meus braços e minha alma para o céu e agradeci ao sol por aquelas reflexões tão profundas.