Laugh track on a TV show echoes in the dark alone I go to bed feeling bad that I'm the reason that you're sad January to December, do you wanna be member?
Lonely hearts club...
Do you want to be with somebody like me? Lonely hearts club...
Do you want to be with somebody like me?
I feel like If I'm too kind then you will only change your mind
Take advantage of my heart and I'll go back into the dark Love will never be forever, feelings are just like the weather
January to December, do you wanna be a member?
Lonely hearts club...
Do you want to be with somebody like me? Lonely hearts club...
Do you want to be with somebody like me?
Hey você, você mesmo, vem comigo!
Vou te mostrar um mundo novo e incrível
Olha pra mim, vê que sorrio, sê meu amigo
Nosso destino é vário porém é infalível
Nas horas negras e vãs serei teu abrigo
Vem comigo que a vontade é plena
E tua alma me fascina por não ser pequena.
They borrow words for thoughts they cannot feel, That with a seeming heart their tongue may speak; And in their show of life more dead they live Than those that to the earth with many tears they give.
- Very, J.
quarta-feira, agosto 22, 2012
"Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela vida afora, é solidão, isolamento, cada vez mais intenso e profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. (...) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo por si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser: é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe."
- Cartas a um jovem poeta, Rilke
The time has finally come
I'm settling down my wings
and following this lonesome
and clear road which brings
the dawn, the rise and the outcome
of the mysterious things.
Para ler ouvindo-se Breath of Life -Florence and The Machine
Deixa a voz interna guiar-te pelas sendas da vida
Entrega-te ao suave suspiro vindo do vento
Ponha-te leve como o luar sobre as águas.
Celebra a ternura, o calor de todo momento
Transforma em perdão todas tuas mágoas
Faça-te eterno em cada palavra, em cada sentimento.
Hoje você estaria comemorando a sexagésima sexta volta ao redor do sol. Hoje eu estaria aqui e teria lhe dado muitos abraços e beijos e desejando que ainda fizéssemos muitas coisas juntos. Tantos planos e esperanças, mas tenho certeza de que está muito bem onde quer que esteja. Nada é por acaso. E quero que saiba que te amo mais que tudo, pai. Nunca me esquecerei de ti nem dos teus ensinamentos.
Ah, coração tem piedade,
Ah, coração tem dó de mim
Batendo tão forte assim, coração
Vais acordar saudade,
Rodando mundo, roda gigante
Roda com toda intensidade
Roda moinho e roda pião
Vais acordar saudade, coração.
Que dorme dentro de mim.
E o mundo rodou num instante enfim
Nas voltas do meu coração.
A gente acorda todo dia com a esperança de que as coisas mudem. Deixamos que os raios de sol que escapam às frestas da janela nos instiguem a levantar da cama. E seguimos em nossas rotinas mecânicas, cada ato religiosamente repetido sem ao menos que percebêssemos. "Gosto de mudanças", dizemos aos outros orgulhosamente durante alguma festa por aí, mas não estamos dispostos a mover uma palha para mudar uma vez o trajeto da casa até o trabalho. Vivemos uma grande mentira e somos alimentados de esperanças por uma caixa preta (que agora até de plasma e led são feitas) que nos ensina que não devemos sair da linha, comprar os produtos de última geração e assistir à novela das 8. Em nossas preces silenciosas durante à noite dizemos "assim como perdoamos os que nos tenham ofendido", mas já dizemos tão automaticamente que esquecemos dessa parte, afinal de contas, não há nada a ser perdoado, ou ofendido, ou compreendido. Tudo virou um festival de atos planejados. E o amor? Como fica ele nessa história? Ah! Basta nos beijarmos umas três vezes, irmos ao cinema e mandarmos mensagens de celular que podemos nos considerar namorados. É suficiente, ele me satisfaz na cama e às vezes diz que quer casar comigo. Agrada-me aos ouvidos. Mas aí vem a hora em que, ao caminharmos pelo hall daquele prédio bonito em que trabalhamos existe um espelho. Daí vem o momento que nos vemos de verdade, sem máscaras. Percebemos o quanto o tempo passa e o quão supérflua tem sido nossas vidas, mas aí já é tarde demais. O leite já foi derramado, os pássaros já foram soltos e o sol já está se pondo...
Algo me diz que 2011 foi o ano da provação, O ano que minha fé e força foram testados até o último momento
E esse algo me diz também que 2012 é o ano da transformação
O ano em que a maré vira, as águas mudam seu curso...
Continuamos essa jornada longa e solitária
deixando que aquilo que ainda bate aqui dentro
nos guie nessa busca por algo que não conhecemos
algo que não tem nome.
O rapaz que não gostava de rotina estava cansado do ambiente morno que o cercava. A mesmice lhe conduzia a uma morosidade quase que insustentável. Era seu, era intrínseco dele guardar o ímpeto pelo novo, a visão fugaz do que não se sabe, do que nunca se viu ou ouviu. E cada momento desse guardava uma memória inconfudível, um cheiro, um sabor, talvez até sinestésico: uma cor vermelha de sabor adocicado, ou um acorde com cheiro de uvas recém colhidas. Era isso que movia-lhe, a vontade de sintetizar as várias sensações em algo único e primevo. Foi então que o rapaz que não gostava de rotina saiu correndo de seu quarto. Desceu as escadas do sobrado, abriu de sopetão a porta principal e atravessou o campo até chegar ao estábulo. Meio que por instinto, os animais sabiam o por que da presença daquele rapaz, da ânsia de seu interior e aguardavam em silêncio. E levado pelo desejo do vento, o jovem alçou um vôo até as costas de Éolo, o alazão mais rápido e bonito que se podia encontrar. Os dois uniram-se num desejo mútuo de novos caminhos e desataram numa viagem ao desconhecido.
Do alto de sua casa ela podia avistar a cidade toda. O céu brilhava opaco refletindo o luar. Estava frio, o vento batia em seu rosto e braços avisando-lhe que meninas deveriam estar acolhidas no calor de suas camas naquele horário. Ela apenas observava a noite, as casas e cada pontinho de luz que era emanado por elas. E de repente ela imaginou que, de todos os corações que estavam adormecidos dentro daquelas casas, pelo menos um aguardava-lhe o encontro. Não sabia quando ou onde isso aconteceria, nem mesmo o vento ousava lhe sussurrar sobre esse momento enquanto corria; ou as nuvens que se inquietavam sobre as casas. Contudo, ela sentia que havia um fio que a ligava a outra alma, um fio bem tênue, quase rarefeito e brilhante. E que ambos os corações lentamente puxavam esse misterioso fio para si.
Acordei hoje com a sensação de que estou num falso equilíbrio
Que a aparente ordem regendo tudo ao meu redor
Irá desferir um golpe contra si mesma
Rompendo a tênue linha do que chamamos de "normalidade"
E um turbilhão de novas descobertas surgirá
Como um navio tragado de repente por uma tempestade
Em alto mar.
domingo, junho 03, 2012
"[...] Yet in his eyes all the sadness of the world."